terça-feira, 19 de julho de 2016

Deuses proeminentes no universo dourado: Khonsu, deus egípcio da lua.

Khonsu é o deus egípcio da lua. Assim como Tot, Khonsu está relacionado ao tempo, como viagens noturnas, e assim sendo, a viagem da lua. Na cidade de Thebes ele fazia parte de uma trindade com Mut, sua mãe, e Amon, seu pai. No entanto, na cidade de Kom Ombo ele era venerado como filho de Sbek e Hathor. Por vezes, Khonsu é representado como uma múmia, um homem alto, porém com características infantis como um rabo de cavalo lateral e um colar ao redor do pescoço. Em outra forma, ele é um homem com uma cabeça de falcão e com o disco da lua crescente na cabeça, e isso o conecta a Hórus, fazendo uma associação à proteção e cura. Khonsu é, além de um viajante, um jogador. Ele costumeiramente joga senet com Tot. Aparentemente, Khonsu substituiu o deus da guerra Monthu como filho de Mut em Theban, isso porque a piscina no templo de Mut era em forma de uma lua crescente. Khonsu é um curandeiro, seus poderes de cura são grandiosos, e ele está sempre viajando, jogando senet com quem conhece as regras e como se joga, e nunca pára em um só lugar. Ele é o segundo representante masculino da própria lua, ao lado de Manni. Ele é da Aliança Dourada, afinal, ele quer apostar no lado vencedor. (E não poderia deixar de jogar senet com Tot). 
Primeira forma.
Segunda forma.

Forma "humana".

Deuses proeminentes no universo dourado: Tot, deus egípcio

Tot é o deus egípcio da magia, da musica, da escrita e da sabedoria. Ele é representado na forma de um homem com a cabeça de íbis, um pássaro comum no rio Nilo. O babuíno é um animal sagrado para Tot. Tot é o tipo de deus que possui grandes e MUITOS poderes, ele sempre está buscando conhecimento, ele nunca descansa, e se ele descansa você nunca verá. Ele se aliou aos dourados por inúmeros motivos, mas o principal: ele não vai permitir que os dois representantes filhos de deuses egípcios sejam ignorantes, tolos, ou não versados na magia. Ele assume uma postura de professor entusiasta que, na forma humana, se parece com um homem de cabelos negros, tão negros que são quase azuis, olhos de um violeta escuro e roupas que não fazem sentido: um casaco de tweed, calça jeans desbotada, sapatos mocassim e uma camiseta de alguma banda de rock ou metal desconhecida. Ele aparenta que nunca para de falar quando começa a dar uma aula, nem parece que precisa respirar, às vezes é impaciente, mas é um deus justo, um lutador incrível, e um dos maiores magos já existentes. 
O deus da cabeça de ibis.
Forma "humana": um professor fora do comum.

Deuses proeminentes no universo dourado: Nut, a deusa do céu.

Houve um tempo em que Quasar, o deus do universo, ouviu os egípcios contando histórias de como o “mundo” deles havia sido criado, diziam que “O deus Khepera criou-se da matéria apenas dizendo seu próprio nome e em seguida criou Shu e Tefnut, e esses dois geraram Geb e Nut”. Quasar ficou curioso e foi atrás de saber sobre essa deusa Nut, que para ele era muito parecida com ele, só que era uma mulher, e eis que ela era assim: uma mulher cuja pele era escura como o universo, pontilhada de estrelas e muito bela. Essa é Nut, uma das grandes deusas do Antigo Egito. Nut é a esposa de Geb, o deus egípcio da terra, e eles tiveram quatro filhos, os mais famosos deuses do Egito: Osíris e Ísis, que mesmo no ventre da mãe já se amavam muito, Néftis e Set, cuaj maldade já estava evidente logo no parto, onde ele rasgou o ventre de Nut para nascer. Nut está do lado dos dourados, afinal, ela ainda tem as cicatrizes do nascimento de Set, ela viu tudo o que o Caos de Apep conseguiu fazer ao corromper deuses até de outros panteões, e viu que não poderia abandonar seu amado Geb. Então, ela decidiu ser a conselheira pessoal do próprio Quasar. 
A senhora do céu.

Deuses proeminentes no universo dourado: Uller, o rei do inverno, deus da caça, da justiça, patrono da agricultura.

O rei do inverno.
Uller (ou Ullr) é o deus do inverno, da caça, da justiça e patrono da agricultura. Seu nome significa “glória”. Ele mora em Ydalir, é um excelente arqueiro e esquiador. Filho de Sif com alguém não identificado e enteado de Thor, Uller também é casado com Skadi, que havia se divorciado de Njord. Há muitas histórias sobre Uller, algumas dizendo que ele já foi o rei de Asgard, mas que foi expulso em consenso dos deuses por condutas ilícitas e um romance perigoso, e assim Odin restituiu seu trono. Logo em seguida ele viajou para a Noruega e lá conquistou a fama de feiticeiro e mágico. Ele se sobressai com maestria na arte de esquiar e com o arco e flecha, sendo um caçador invernal extraordinário. É dito que ele possui um osso sobre o qual ele gravou formulas mágicas tão poderosas que pode dele se servir como um navio e atravessar os mares. Uller não tem muitas pessoas que o cultuam como deus propriamente  dito, ele permanece obscuro em muitas histórias, mas ainda assim, a comunidade asatrú atual costuma venerá-lo com freqüência. Atualmente, em tempos de guerra, ele vive mudando de região: sempre escolhendo lugares com neve, no entanto ele nunca vai para a Argentina, ele diz que lá a neve é “suja” e a gente lá não tem o bom senso que os humanos tinham na época dele. Ele obviamente está do lado dos dourados, e tem grande interesse em finalmente ser reconhecido como um deus importante.

Forma "humana".

sábado, 16 de julho de 2016

Texto experimental: a origem dos nomes.

 “Esse era o dia após a primeira missão de ‘estréia’ dos primeiros seis filhos do ouro. Todos os seis estavam em um grande quarto, um aposento enorme com uma lareira, uma mesa central para comerem, dois banheiros (um para homens e um para mulheres), e alguns equipamentos recreativos (vídeo games, é impressionante como os deuses conseguem qualquer coisa para seus filhos, numa tentativa de agradá-los). Do lado de fora, havia dois guardas anubitts, e do lado de dentro havia pelo menos oito servas, todas elas eram mulheres werecats, leais à Bastet. Os seis estavam comendo, bebendo e se divertindo.

- Ahahaha! Se fode aí Alberthy! – Matheus Disse. Eles estavam discutindo e conversando sobre os nomes que ganharam após sua primeira missão bem sucedida, uma forma de mostrar ao mundo que a humanidade tinha salvação, que heróis haviam surgido. – Eles me chamaram de “pesadelo”! Quer coisa mais foda que isso?
- Ah, claro... Com essa cara feia! Eles me chamaram de “sinistro”, graças à minha aparência e meus poderes!
- Bom, eles me chamaram de “faraó”, culpa das roupas amarelo-douradas, minha arma, poderes... E a serpente no topo da máscara. – Fábio Comentou, um pouco concentrado na comida.
- Aham... Imaginem vocês, eu fui chamado de... – Lincoln Fez suspense total e olhou pra eles com uma cara sombria – Ceifeiro...

Os três aplaudiram e logo voltaram a discutir quem tinha o melhor nome. Os únicos que não estavam nessa conversa eram Renata e Pedro. Renata estava ao mesmo tempo concentrada na comida e nas servas: na comida porquê ela adorava experimentar coisas novas, e então veio a comida típica dos países nórdicos, e assim ela estava adorando o pão, o queijo, a carne defumada; nas servas porquê, afinal, quase todas as garotas amam gatos, e ela não conseguia acreditar quê podiam existir criaturas metade humanos metade gatos. Pedro, no entanto, havia comido rápido, bebido rápido, e Renata pensou “nem saboreou a comida...” em tom de reprovação, mas foi só ver a sua linguagem corporal que ela viu que tinha algo errado: ele estava curvado sobre a mesa, os braços cruzados e sua cabeça repousando sobre eles, um olhar cabisbaixo e amuado. Ela tocou-lhe o ombro e perguntou:

- Lobinho... Aconteceu algo? – Até o momento, os dois eram melhores amigos, e logo, ela tinha o direito de lhe dar algum apelido. – Por que comeu rápido e não está conversando sobre nomes de herói?
Pedro olhou de lado pra ela, muito chateado, mas agradecido por ela perguntar.
- Bom... Eu tinha planejado nomes pra todo mundo, sabe? E tipo, agora os civis deram nomes pra eles, não muito diferentes dos que eu tinha planejado, mas foda-se. O problema central é que EU NÃO TENHO NOME.
- Ah, só isso?
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- Como assim só isso? Pô, o Lincoln arrumou um nome incrível, o Matheus ficou com um nome assustador, o Alberthy ficou com um nome maníaco, o Fábio um nome imponente, e aposto que até você tem um nome foda.
- Ah... Bem... – Ela sorriu meio tímida e acariciou o cabelo dele – Eles me chamaram de “rosa negra”.  Eu até gostei, mas isso foi só por eu ter controlado algumas roseiras e elas terem escurecido quando toquei nelas... Aí eles gostaram de me ver usando a esgrima como combate...
- ‘Tendi... Bom, comigo foi uma completa bosta!
- Como foi?
- Bem... – Pedro começou a lembrar os eventos desde o momento em que ele e os outros estavam recebendo informações de seus pais e mãe... ”



Flashback, pais e filhos
“Era a noite do teste final, os seis filhos do ouro estavam em uma sala escura, que só tinha duas portas: uma delas era por onde tinham entrado, e a outra era um portal brilhante em luzes de cores vermelhas, roxas e brancas. Os heróis estavam todos com diferentes expressões nos rostos, e suas roupas e aparências como heróis era uma coisa nova para eles: Pedro usava uma mascara preta e vermelha de lobo, com um focinho, dentes e abertura para as orelhas. Sim, orelhas: ele estava parcialmente transformado em lobisomem: com patas de lobo no lugar de pés, garras nos dedos das mãos, dentes afiados, a cauda longa de lobo e orelhas no alto da cabeça. Renata usava roupas simples: uma blusa cinza-metálico tecida com fios de aço resistente, mas leve e flexível, um jeans normal e em sua cintura pendia um florete, em seu rosto ela usava uma mascara simples. Lincoln tinha uma roupa sombria: praticamente toda preta, como ébano, carregava uma foice longa, seu cabelo parecia despenteado, e sua pele tinha um leve tom de roxo. Matheus usava uma roupa cinza escura, um lenço no pescoço que seria sua mascara, e estava armado até os dentes com facas, explosivos normais, bombas especiais e uma espada curta, tudo isso confeccionado pelos anões. Fábio usava uma roupa completamente dourada e azul, relembrando o ouro e o lápis-lazúli que os faraós usavam no passado. Alberthy era o que tinha o visual mais estranho: sua roupa era em tons de verde e marrom, calça de brim, coturnos de couro, um lenço no pescoço, mas o que impressionava era a aparência fisica: verde clara, os dentes caninos de cima ficaram maiores e um pouco entortados para cima, ele tinha uma cauda com ponta de lança e do meio de seus cachos dois chifres saiam, pareciam de madeira.
Os deuses também tinha um visual diferenciado: pareciam mais humanos: Hades usava roupas que o faziam parecer o guitarrista de uma banda de Black metal muito famosa, um casado grande com capuz, roupas completamente pretas e cheias de enfeites de metal. Freyja parecia uma mulher comum: baixinha, os cabelos louros perfeitos bem arrumados, roupas simples, e seu colar Brisingamen preso ao pescoço. Tyr usava roupas que também o faziam parecer membro de uma banda, mas seria de viking metal. Loki usava roupas simples, e pela primeira vez Alberthy pôde ver em seu rosto as cicatrizes: furinhos em torno dos lábios e uma enorme queimadura entre os olhos e no nariz. “O que será que aconteceu?” Alberthy pensou curioso. Rá usava roupas de aventureiro, leves, de cores terrosas, seu cabelo preto penteado para trás e uma mecha estava enfeitada com contas de lápis-lazúli, e em seus olhos havia delineador. Esse era o “kohl”, um tipo de maquiagem egípcia, e Anúbis também usava o kohl, e suas roupas eram elegantes, mas pareciam de um mordomo que controlava o patrão secretamente.
Cada deus falava com seu respectivo filho (e deusa e filha), como se desse instruções finais para o teste de herói.

- Filho, eu não pude te ensinar as artes da necromancia como queria, mas vou frisar o seguinte: NÃO INVOQUE MAIS DE TRÊS GUERREIROS DO MUNDO INFERIOR. Os mortos podem ficar agitados se perceberem que as almas estão saindo para lutar, e isso pode ser um problema. No mais, você tem sua foice e a habilidade de ceifar almas se você quiser. Desejo-te sorte! – Disse Hades para Lincoln, que assentiu silenciosamente e muito sério. Lincoln se dirigiu para o portal e desapareceu.

Freyja estava radiante de felicidade, mas sua voz tremia com certo medo, como Renata percebeu enquanto a deusa lhe falava:

- Bem, minha corajosa filha vai finalmente lutar! Sinto muito por não ter tido a chance de ensiná-la a usar os poderes que herdou de seu pai, mas saiba do seguinte: meus poderes podem canalizar essa magia, e você fará coisas incríveis! – Ela abraçou Renata carinhosamente, e ela percebeu que Freyja tremia um pouco.
- Pode deixar... Mãe! – Essa ultima palavra ela se esforçou para dizer, mas disse com carinho. Então Renata foi caminhando para o portal, tocou no florete em sua cintura e entrou no portal.

Rá estava muito empolgado, e olhava com orgulho para Fábio.

- Você tem o sangue dos faraós! Um filho do sol, sua vitória hoje será gloriosa! Lembre-se: concentre-se muito para controlar qualquer mini-versão do sol que criar se não pode queimar todo um quarteirão e até mesmo perder o controle de seus poderes, mas tenho fé em você, garoto! – Fábio Assentiu a isso com um sorriso confiante, e foi até o portal.

Loki olhava para Alberthy com gravidade, ele estava sério, então suspirou e relaxou um pouco, e então disse:

- Filho... Vão te julgar muito pela sua aparência, pela sua forma de agir, mas não dê ouvidos aos tolos! Você tem nobreza em você, e se virem que você luta pelo que é certo vão confiar em você – Alberthy sentiu que Loki dizia isso mais para si mesmo do que para ele, mas sorriu e deu um aperto de mãos em seu pai.
- Não se preocupe, afinal, eu sou seu filho né? – E ele foi caminhando para o portal.

Tyr estava super empolgado, ele ria alto, falava alto e tava amigáveis apertos nos ombros de Matheus e tapinhas nas costas.

- Esse é meu garoto! Filho de um deus da guerra e de uma assassina da noite! Você deve usar as armas que te dei a seu favor, use o elemento surpresa, afinal, o lugar para onde você vai... Bem, você verá!
- Isso vai ser divertido... – Matheus Suspirou e sorrio, cobriu o rosto e foi para o portal.

preocupação de pai
Por fim, Anúbis conversava com Pedro, e demonstrava muita preocupação para com o filho: falava de modo sério, com um tom triste na voz, e seu olhar demonstrava medo. Pedro sentia que havia uma segunda deusa na sala, e sabia que sua força vinha do portal, mas ignorou isso quando Anúbis começou a falar.

- Filho, eu não tive tempo suficiente de treinar você, mas você tem seus poderes... Filho de uma lobisomem, guardião do espírito do lobo Fenrir e filho do deus chacal... Você vai ganhar muitos poderes, vai aprender a controlar os seus poderes atuais, mas você precisa manter o foco. Precisa confiar em si mesmo, ganhar a confiança de meus soldados para um dia invocá-los em combate, aprender a usar as magias do Egito e do Norte, e você tem o domínio das correntes e da corda que prendem Fenrir ao seu corpo, elas vão te obedecer desde que mantenha o controle sobre si mesmo... Eu... Ah, não sei o que dizer...
- Calma, vai dar tudo certo pai! – Pedro Falou com confiança. Anúbis olhou solidário para o filho e pôs a mão em seu ombro.
- Boa sorte... Filho.
- Pode deixar! Afinal, você me treinou. – Ele fez um sinal de “joinha” com o polegar e sorrio confiante, e foi para o portal. Anúbis olhava-o com carinho, mas o medo cresceu em seu coração de que ele pudesse se machucar.
- Filho...

 

Observando os inimigos
- Pedro apareceu no topo do teatro Ouro Verde, do centro da cidade, e assim que percebeu que a ação iria começar, sua personalidade mudou um pouco para seu lado heróico. Ele olhou para baixo enquanto um estranho vento fustigava suas roupas e cabelo por uns momentos, e pensou “caralho! Eu devo estar fodástico nessa pose!”. Então ele olhou para baixo, para o calçadão: de dia, o calçadão que fica no centro de Londrina costuma ter muito movimento, vendedores hippies de artesanato, pessoas comendo besteiras, gente oferecendo oportunidades de cursos “gratuitos”, mas agora estava mal iluminada, e quase vazia, era de noite e quase duas da manhã, e então Pedro viu: adolescentes, sete. Três deles fumando, dois em pé, um sentado. Dois deles fumando num “narguilé”. Os outros dois estavam literalmente atracados com uma garota: parecia que ela tinha 14 anos, e enquanto beijava e masturbava um, ela masturbava o outro. Pedro farejou aquilo, como se não bastasse os cheiros de sêmen e bebida, havia o cheiro de erva e essência de fruta para o narguilé, mas foi o cheiro da erva que o deixou furioso.
 “Isso tudo ta errado! Essa garota, os caras... Deuses... Mas o que eu vou fazer aqui?”. Então ele sentiu um novo cheiro, e essa era a pior parte de ser lobisomem: sentir as coisas com muita intensidade, e esse cheiro era horrível, uma mistura de pelos molhados, suor, sebo e alguma coisa a mais. Ele virou o rosto na direção de onde vinha o cheiro (não que ele quisesse fazer isso) e viu uma mulher mais ou menos mais alta, usando roupas antiquadas como uma blusa de algodão grossa por cima de uma camisa, uma saia jeans muito estreita que quase impedia ela de andar, uma bolsa simples, e junto ao peito ela carregava um livro.
Pedro logo entendeu o que via: era uma crente, uma evangélica, daquelas que poderiam ser meretrizes do pastor. Ele entendeu porque não via o cabelo dela, estava trançado para trás da cabeça, e entendeu o cheiro ruim, e odiou pensar nisso. Então ele entendeu o que ela iria fazer antes de fazê-lo: ela foi falar com os adolescentes, queria tentar convertê-los, fazer o que os evangélicos sempre fazem. E quando fez, Pedro prestou atenção na conversa:

- Crianças, por que não vão para a igreja e aceitam a mão do Senhor?
- ‘Coé tia, a gente já tem Deus no coração!
- Mas ainda precisam freqüentar a igreja, estudar a bíblia, e então estarão salvos!
- Ah, que nada! Vamos fazer assim: a gente vai zoar fazer o que quiser, viver como quiser, e depois é só rezar pra Deus que ele perdoa! É fácil, é sempre assim! Deus perdoa tudo quando você ajoelha e reza! Não é Carla?

A fúria
- Eles riram, enquanto um deles olhava para a garota de 14 anos, Carla, e ela apenas limpou o sêmen das mãos na blusa. A crente ficou com raiva e ergueu a bíblia, começando a rezar pra que eles mudassem que “Deus” tocasse o coração de cada um, mas depois ficou em pânico por que um deles apontava uma arma para sua cabeça, e outro apontava uma faca minúscula e ridícula para ela, mas mesmo assim, era uma arma. Ela começou a implorar para o deus dela, e os adolescentes só riam enquanto Carla insistia para a deixaremela ir embora. Pedro respirou fundo para não perder o controle, mas a raiva chegou a um limite quando ele não conseguia decidir se deixava que a matassem para depois matar eles ou se salvava a vida dela. Ele decidiu, andou alguns passos para trás, correu e com um mortal invertido, caiu com força no chão e chamou a atenção dos adolescentes. Mas foi rápido como um raio: correu e desferiu um soco no primeiro inimigo, Carla e um dos caras que ela masturbava foram atacar Pedro, mas ele foi rápido e deu um chute giratório alto e acertou a cabeça dos dois, mas em poucos segundos ele decidiu poupar a vida de Carla. “Ela vai ter problemas suficientes com os pais...”, pensou.
A luta
 -Então ele usou um gole rápido de luta egípcia e acertou de baixo para cima o quarto inimigo. Então, o inimigo com a arma atirou: uma arma calibre 3.8, disparou seis vezes. Pedro levou os tiros, na cabeça, pescoço, tórax, braço. Mas ele logo se curou, afinal, era um lobisomem: seu fator cura impedia que ele morresse, mas a raiva cresceu com força suficiente para ele decidir que ia matar a todos eles, poupar as duas e então sair antes que perdesse o controle. Sacou seu cajado, que se tornou uma lança e investiu contra o sujeito armado, e atravessou seu corpo. Em seguida, em movimentos rápidos, ele cortou todos e os matou triunfante.
A crente observava tudo boquiaberta até que decidiu falar:

- Por Deus! Você é um enviado do Senhor para punir os pecadores!

Pedro ouviu aquilo e ficou perplexo, e logo se irritou.
- Quê??? O que tu falou, mulher? Eu não sou ovelha do falso deus! Se toca, eu sou um herói, não um pastor!
- Mas você puniu os pecadores, e agora eles estão no inferno!
- Se manca, sua burra! Eu sou pagão! Servo dos deuses antigos! Eu sou um herói, um lobo! Não uma ovelha!

A crente se irritou e então ela decidiu que iria rezar, mas dessa vez apenas falando e repetindo “o sangue de Jesus tem poder, o sangue de Jesus tem poder...” e Pedro ficou muito irritado, mas se controlou para apenas sumir nas sombras com um sonoro “FODA-SE!” e saltou usando o seu poder de super salto. Na manhã seguinte ele ligou a tevê e ficou irritado os noticiários, afinal, eles descreviam os atos heróicos de seus amigos: uma garota esgrimista que controlou as arvores para salvar pessoas de um prédio de um incêndio na zona norte, um pesadelo explosivo que desmantelou uma quadrilha inteira de tráfico de crianças para pedofilia e grupos radicais islâmicos, um ceifador que matou um bando de seqüestradores e salvou dois idosos, um guerreiro sinistro que mudava para animais diferentes e evitou que uma dupla fugisse, um guerreiro faraônico que ajudou policiais contra uma gangue, e por fim a crente dizendo que o “cão do diabo havia matado pecadores e iria lançar sua fúria sobre os homens da terra”, e isso o deixou frustrado.”

“...- E essa é a história toda! – Pedro Ia contando de um jeito engraçado, imitando vozes com seu jeito de arremedo, e Renata não conseguia evitar rir, e rir muito. Pedro até ficou com raiva, mas ele ficou admirando um pouco sua amiga (por quem tinha uma queda): ela era meiga, delicada, fofa e gentil.
- Ora essa! Não ria! É muito frustrante!
- HAHAHAHA! Hahaha! Soou engraçado, por isso eu rio! Mas ela só queira agradecer do jeito dela ué.
- Agradecer... Não fode, agradecer daquele jeito? Eu a salvei e ela simplesmente acha que eu sou uma ovelha! Pior foi hoje de manhã quando ela dava entrevista e ficava dizendo “o cão do diabo, o cão do diabo, o sangue de Jesus tem poder” – E ele imitou com a voz de novo, e Renata riu – Isso pra não falar na garota que acabou levando uma puta bronca dos pais, só deu pra ver no fundo da reportagem...
- Bom, tenta tirar uma idéia de nome disso tudo, que tal você usar o nome “cão da punição”? – Disse ela rindo um pouco com uma cara de inocente.
Pedro ia dizer alguma coisa com muita raiva, mas do nada ele estacou, pensativo, e Renata quase conseguia ver as engrenagens funcionando na mente complicada do seu amigo. Ele ficou murmurando e repetindo palavras, alguns fragmentos de frase que ele ficou lembrando.

E assim, WulfJakal nasce.


- Filho de uma lobisomem... Guardião do lobo... Filho do deus chacal... Lobo, Chacal... Wolf... Jackal... Wulf... Jakal... É ISSO! – E do nada, ele pulou na mesa, se sentindo triunfante. – É ISSO! JÁ SEI QUAL NOME SERÁ O MEU! EU SEREI WULFJAKAL! OS MENESTREIS IRÃO COMPOR MUSICAS SOBRE MIM E OS BARDOS IRÃO CANTAR ESSE NOME! MEUS INIMIGOS IRÃO TREMER E OS ALIADOS IRÃO SE ENCORAJAR! HAHAHAHAHA!
- Ahm, Pedro, o que é um bardo e um menestrel? – Lincoln perguntou, já que Renata estava rindo, Alberthy estava pasmo, Fábio continuava comendo e Matheus estava furioso.
- Porra Pedro! Eu tava comendo seu babaca! Qual o seu problema?
- FODA-SE!
As criadas werecat apenas se entreolharam e deram de ombros, e então limparam a bagunça causada por Pedro, WulfJakal.”


(Perdão a qualidade de algumas imagens ou o resto... demorou muito mas com a ajuda da Vingadora eu consegui ajeitar esse texto).