sábado, 25 de junho de 2016

Monstros famosos e comuns do universo dourado: O "serpopardo"

Existiu no Egito antigo, quando ele era separado no Alto Egito e no Baixo Egito, um monstro poderoso: seu corpo era o de um leopardo, mas o pescoço era longo e escamoso, uma serpente, e a cabeça era um pouco mais “domestica” que um leopardo: um gato feroz. Esse animal caótico hoje em dia é conhecido como “pescoço longo” ou simplesmente “serpopardo” (serpete + leopardo). Quando o faraó Narmer unificou o Alto e o Baixo Egito, seus feitos foram talhados em uma paleta, e atrás dela, a cena de dois homens laçando dois serpopardos. Isso seria uma forma de controlar o caos e mantê-lo longe de destruir a Criação. Serpopardos costumam ser violentos, predadores cruéis, podem cuspir veneno e correr durante dias no deserto sem descansar e em altas velocidades. Seu tamanho é maios ou menos o tamanho de um leão, mas alguns centímetros maior. Não se sabe à quem eles servem, mas eles costumam viver nas margens do Tuat, caçando magos inconseqüentes que viajam sem proteção.
"Serpopardo"

Monstros comuns e famosos do universo dourado: O animal de Seth

Muito se especulou qual seria o animal que representa Seth. Esse animal por vezes é conhecido como “animal de Seth”, “Sha”, e costumeiramente, como Seth é relacionado com o gigante Tifão, o animal também é chamado de “animal tifoniano” ou “besta tifanica”. Sua aparência é complicada: parece um cão da raça grey hound, magro, esguio mas atlético; tem pernas longas, é alto, mais alto que um cavalo; sua cauda aparentemente não possui pelos, e é bifurcada em duas longas pontas; sua cabeça é grande, um focinho longo como um tamanduá, e suas orelhas são grandes, parecendo dois triângulos invertidos; seu pelo muda de cor: às vezes ele parece rubro como cobre, representando o deserto infértil e estéril, às vezes cinza escuro como uma nuvem de tempestade, e às vezes parece sem nenhuma pelagem clara. Ele, o “sha”, é um predador, uma besta feroz que irá servir seu mestre Seth em qualquer missão: seus sentidos são absurdamente apurados, um faro que detecta a presa à quilômetros de distancia, garras afiadas que rasgam metal, e sua saliva consegue corroer o aço mais forte.
"Sha"

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Raças do universo do universo dourado: Orcs parte 2: o alfabeto

Alfabeto e números
 Os orcs possuem uma cultura antiga para si mesmos, e com isso, deuses que eles acabaram descobrindo, um alfabeto, uma linguagem intrincada e símbolos para os deuses, números e as letras de sua escrita. Em seu alfabeto não existem símbolos para “y”, “w” ou “z”, o que faz com que o “s” tenha um som de “z”. Ela é normal como seria em um português claro na fala, as mesmas regras gramaticais com algumas mudanças e adaptações, e em sua fala não difere muito. O som das palavras e a pronuncia é que é a parte complicada: “SS” você pronuncia como se fosse cuspir, “xh” tem um som de “tsc”, portanto é como um estalo na língua; “PH” tem som de “f”, naturalmente, mas você precisa forçar bastante para usar; “RR” teria um som estranho, quase como um tremor; “KN” tem o mesmo som que no inglês “knee”, “know”; e essas são só algumas das regras. Entre a numeração e a ordem numérica orc, vai de “1” a “9” e tem o “0”, então é basicamente como normalmente seria; contagens de conjuntos vão de “5”, “10”, “15”, “20”, ”40” “80”, “100”, “1000” e assim por diante. Já sobre os deuses: os orcs têm similaridades com deuses de panteões do mundo todo, alguns muito comuns, outros pouco conhecidos, mas, tecnicamente, eles são os mesmos de panteões como o grego, Ares (Arthogat), Anúbis (Adogah-bo), e outros. Seu culto é divido em dias do ano em especifico, datas especiais, rituais, ou simplesmente para demonstrar devoção ou quando precisam de aconselhamento divino.
Símbolos comuns de deuses adaptados

Símbolos comuns de deuses adaptados 2

Deuses de panteões do universo dourado: panteão finlandês, Iku-Turso, deus finlandês da guerra

Iku-Turso, “o eterno Turso”, é o deus finlandês da guerra. Nunca ficou claro se era um monstro ou um deus, mas em um texto de uma lista chama Tavastian, ele é creditado com o titulo de deidade. Iku-Turso (ou Tursas) não possui forma humanóide, ele tem uma forma colossal, de um animal coberto de pelos grossos como dreads, grandiosos chifres, dentes afiados, cauda longa e olhos brilhantes. Ele é conhecido como o deus da guerra, portanto ele possui uma posição importante. A ele são creditados muitos poderes, como sendo o “pai das doenças”. Em uma antiga história ele é mencionado:

"Do oceano subiu um gigante, a partir da bolota, rapidamente brotando,
Poderoso Tursas, alto e forte, cresce o carvalho-árvore, alto e imponente,
Pressionado compactamente todas as gramíneas, A partir do solo enriquecido pelas cinzas,
Que as moças tinham sido raking, recentemente passou por água-donzelas;
Quando um incêndio dentro deles Kindles, Espalhe muitos ramos do carvalho,
E as chamas subiram ao céu, Rondas si uma ampla corona,
Até que as leiras reduzida a cinzas, o eleva acima das nuvens de tempestade;
Apenas cinzas agora permanecendo longe ele estende seus ramos,
Das gramíneas raked juntos. Pára os brancos-nuvens em seus cursos,
Nas cinzas das leiras, com seus ramos esconde a luz do sol,
Tender deixa os lugares gigantes, com suas muitas folhas, os raios de luar,
Nas folhas ele planta uma semente, e à luz das estrelas morre no céu.
Wainamoinen, valente e poderoso, Perguntado pela segunda vez o monstro, Para as pessoas de Wainola,
Apreende rápida a água-monstro, urgentemente perguntou pela terceira vez: Nunca enquanto os reflexos de luar
Levanta-o pelas orelhas e perguntas: "Iku-Turso, filho de velhice, Nas colinas de Kalevala!"
"Iku-Turso, filho de velhice, por que a arte que aumenta das águas,
Por que a arte levanta-se do azul-mar? Portanto tu sair do-mar azul? Em seguida, o cantor, Wainamoinen,
Por isso que tu deixes o teu castelo, Iku-Turso deu esta resposta: Libertado o monstro, Iku-Turso,
Mostra-te aos poderosos heróis, Por causa disto me deixou meu castelo mandou para os seus fundos marinhos, castelos,
Para os heróis da Wainola "Debaixo das ondas rolando:? Dizia estas palavras para ele sair:
Vim aqui com a intenção "Iku-Turso, filho de velhice,
Iku-Turso, filho de velhice, para destruir a Kalew-heróis, Nevermore surgir a partir do oceano,
Oceano monstro, manifesta-se e voltar a magia Sampo Nevermore deixe Northland-heróis
Nem prazer, nem desagrado, Para as pessoas de Pohyola. Ver o teu rosto sobre as águas I
Não foi, no mínimo atemorizados, Se queres restaurar a minha liberdade, Nevermore tem Iku-Turso
Não dar a resposta herói. Poupar minha vida, da dor e do sofrimento, ressuscitado para o nível do oceano;
Vou rápida refazer minha jornada, Nunca, desde têm marinheiros Northland

Após o que o antigo menestrel, Nevermore para mostrar o meu rosto Visto a cabeça deste monstro marinho."

Iku-Turso então decidiu quê, se Vainamoinem estava na aliança dourada com o intuito de despertar os outros deuses da Finlândia, ele decidiu se unir a eles. No entanto, ele prefere viver em regiões pantanosas, escuras, fechadas e sombrias. Quando ele é convocado, vem através do mar e viaja por quilômetros até o centro do oceano, onde pode usar o portal dos deuses e ir até a Cúpula Dourada. Ele não tem forma humanóide, então, ele apenas diminui seu tamanho natural para poder andar entre os outros deuses.
O deus da guerra

terça-feira, 21 de junho de 2016

Pequenas explicações

Bom galera, hoje não tem nada de especial. Sério. Desculpa. Eu andei MUITO SOBRECARREGADO desde sexta feira passada, quando assisti Warcraft, e to tentando me organizar, não consegui desenhar muita coisa, to trabalhando na parte dois do post sobre os orcs E nos desenhos do próximo texto, desenhos pessoais, desenhos pessoais de PLANOS, um projeto na minha jaqueta, e agora estou lendo As crônicas dos Kane, do Riordan, que uma amiga minha emprestou (<3). Enfim. Isso pra não mencionar que estou estudando sobre o folclore e a cultura pagã finlandesa, mas logo na quinta feira a parte dois dos orcs sai!

sábado, 18 de junho de 2016

Raças do universo dourado: Orcs, os guerreiros sanguinários Parte 1.

Altura padrão.
Diferença Orc x Orquisa
 Os orcs são uma raça guerreira, não se sabe a origem de sua raça, só se sabe que um dia “puff!” lá estavam eles. O nome “orc” vem do latim “orcus”, seria um nome da versão romana de Hades, Plutão. Muitos se lembram dos orcs como vilões em contos de fantasia medieval, jogos de RPG ou coisas do tipo, mas não. Orcs são criaturas altas, os homens com pelo menos dois metros e cinqüenta de altura. As mulheres orc, ou “orquisas”, são um pouco mais baixas. Eles se dividem em grupos xamanicos e guerreiros. Os orcs são uma raça guerreira, bruta, cruel, porém não são maus (apesar de quê alguns são realmente mercenários inescrupulosos). Sua pele pode ser em três cores: verde claro como a grama, moreno como barro ou de um pardo muito leve. Seus crânios são meio chatos, mas não são burros: possuem uma organização hierárquica e de guerreiros muito organizada, tendo até seu próprio folclore e alfabeto. Eles costumam venerar deuses da guerra, do fogo, do trovão e da morte, mas com seus próprios nomes (Ares, por exemplo, eles chamam de “Arthogat”). As orquisas podem ser menores, não ter tantos músculos, mas não são delicadas: são tão fortes quanto um orc. Suas presas são uma marca registrada da anatomia dos orcs; os orcs costumam ter pêlos pelo corpo ou em casos raros, escamas, embora elas sejam inúteis, afinal, seu couro é extremamente resistente. Orcs também tem um estranho apreço pela delicadeza: pode parecer idiotice ou mentira, mas um orc é de certa forma apaixonado pela delicadeza feminina, e, portanto as orquisas, além de tentarem ser as guerreiras mais fortes para gerar filhos fortes, tentam ter os cabelos mais bonitos; uma orquisa que tenha o cabelo raspado nas laterais da cabeça ou um cabelo muito curto são vistas como desonradas. Uma coisa peculiar é que um orc homem ou tem muito cabelo ou não tem nenhum, não existem orcs calvos; mas um orc pode ser careca e ter barba, isso é comum.
Maxilar, mão, orelha, braço.



Peculiriadades.

Fui assistir Warcraft: o primeiro encontro de dois mundos e... UAU!

Bom, ontem eu fui ver o tão esperado filme Warcraft, e, CARALHO! É muito bom! Sério, eu espero por esse filme desde a época do Orkut, os rumores, e desde aquele dia onde vi a noticia de que iria sair um filme do Warcraft, eu venho esperando ansiosamente por esse filme, e agora, CONSEGUI VER! (Legendado, infelizmente. Eu queria assistir dublado pra ver se as vozes combinavam e tal...). Não me levem a mal se eu falar algo errado, é que só consegui acompanhar a série de jogos a partir do Warcraft III: Reign of chaos e Warcraft III: The frozen throne, não tive acesso aos dois primeiros jogos e nunca consegui jogar o World of Warcraft, portanto, eu fiquei muito boiando com as informações relativamente “novas” do filme. De certa forma eu peguei a história do jogo quase no final dos conflitos entre humanos e orcs e no começo do mundo aberto de World of Warcraft. Agora vou fazer uma pequena critica do filme:
O filme é a história do primeiro jogo, bem resumida, sobre como Gul’dan foi manipulado e seduzido pelo poder de demônios do mundo de draenor e se utilizou da vileza para corromper os orcs, amedrontá-los e controlá-los.  Então Gul’dan matou a terra de draenor e assim foi “convidado” por Medivh que estava possuído pela vileza e por um demônio poderoso e assim agiram em conjunto para trazer os orcs até Azeroth. Ambos os lados, Horda e Aliança, tem seus conflitos internos, tem seus motivos, seus heróis, portanto, nenhum é especificamente “do mal”. (Menos Gul’dan, ele é do mal pra caralho!). E no final, existe a promessa de que Go’el seja o futuro Thrall Warchief, que irá libertar os orcs da vileza e dos caminhos escuros e assim trazê-los para a honra. E é nessa onda de orcs que vai ser meu próximo post :3.

sábado, 11 de junho de 2016

Desafio "Espalhe Fantasia" do grupo Skoob.

Fala seus puto! Beleza? Bom, hoje, sábado (estou escrevendo na quinta, mas vou publicar no sábado, enfim.), eu estou participando de um pequeno desafio de um grupo do Facebook, não só pra alavancar o meu blog, mas também pra divulgar outros blogs e mostrar um pouco das minhas influencias na questão da criatividade. O desafio consiste em: escolher 5 livros que foram publicados aqui no Brasil e lista-los aqui. #Espalhefantasia
Vamos à lista! (CUIDADO! ESSE POST PODE CONTER PEQUENOS SPOILERS!) (Infelizmente, não consegui colocar os diabos das fotos! ;-; tentei ajustar, tentei arrastar, mas não foi porra nenhuma! desculpa y.y)

5 - Os 7 falcões
Autor: Márcio Borges
Ano de lançamento: 2001
Sinopse: uma história de 7 amigos nos anos 1995 conhecidos como "os 7 falcões". Nada fica muito claro, mas é uma narrativa de um dos personagens sobre eventos de sua vida com os amigos.


A história não fica muito clara no inicio. São 7 personagens: Baú, Carculé, Walfrido, Rick, Marinho e Marília(gêmeos) e Joyce. Cada um tem entre 10 e 12 anos. No começo a narrativa é em terceira pessoa, contando um pouco da vida e das brincadeiras de cada um nos anos 95. Primeiro um torneio de peões, depois a fuga das crianças em uma perseguição com uma gangue de crianças mais velhas. Tudo isso é contado por Walfrido (1999), uma perspectiva de narrativa de um dos personagens. A história envolve também um cunho mistico de folclore brasileiro (lógico que tem um índio né), e o mistério que cerca essa parte da leitura, onde os falcões estão na casa do tio de um dos garotos, e eles se embrenham na mata e encontram "algo". Nesse ínterim dois deles vão ser "sacrificados". Curiosos? Procurem ler!

Inspiração: Infelizmente eu li esse livro quando tinha uns 15 ou 16 anos, e só li uma vez. Esqueci dele durante tanto tempo que só lembrava do titulo. No entanto, muita coisa dele ficou na minha cabeça, em especial, o folclore brasileiro apresentado no livro.




4 – O feitiço da lua
Autor(a): Ronda Thompson
Ano de lançamento: não sei :3
Sinopse: um dos livros da saga dos irmãos Wulf, notórios personagens londrinos da alta sociedade encobertos de mistério sobre uma maldição de insanidade e que se envolvem romanticamente com uma mulher em especifico cada um.

A história é um romance. Um de cinco livros, cada um contando sobre um dos cinco irmãos Wulf de Londres (um deles é um bastardo). O feitiço da lua conta sobre Jackson Wulf, o caçula, que pretende matar uma bruxa em um vilarejo afastado de Londres para quebrar a maldição. Não fica muito clara a cronologia certa, pelo fato de que o primeiro livro dessa saga é o de Jackson Wulf, mas os outros acabam se conectando com essa história (o terceiro livro trata sobre Armond Wulf, e cronologicamente, seria o primeiro). Jackson está fugindo do vilarejo e de seus moradores, acusado de não só ter violado a filha do estalajeiro, como também de ser um lobisomem! ( :o que revelação!). Jackson encontra a bruxa Lucinda, uma ruiva linda e atraente, e que ironicamente foi violentada por um lorde ligado à coroa da Inglaterra, e ela está, basicamente, dando à luz! Então ela presencia a transformação após Jackson lhe ajudar a parir seu filho e foge, olhando para trás e vendo sua cabana humilde ser queimada. Ela se dirige à Londres e clama ser a esposa de Jackson e que este morreu, e então ele reaparece e eles fazem um trato: ele dará casa, comida, educação e um nome à Sebastian (o bebê bastardo), e Lucinda irá quebrar a maldição dos Wulf. No entanto, não basta uma acusação de assassinato que incrimina seu irmão Armond, ainda exite o lorde que os encontra, e então, tudo fica intenso.

Inspiração: Lobisomens, isso me instigou a comprar o Box com três livros e lê-los até o fim. A forma de romance e escrita de Ronda me deu algumas dicas de como descrever certas cenas e envolver um romantismo enorme nisso tudo.


3 – O Silmarillion
Autor: J.R.R. Tolkien
Ano de publicação: também não sei :3
Sinopse: É uma narrativa complexa e completa (nem tanto) do inicio de Ea (a terra), o mundo da terra média de Tolkien e suas raças, heróis, vilões e seus maiores feitos.

A história toda é quase como uma “bíblia”, só que interessante, complexa, cativante e nem um pouco entediante e não entra em contradição. Começa com Eru Iluvatar cantando, e assim criando os Valar, e depois, todos eles criando a terra, ou Ea, e então dois hemisférios conhecidos como a terra média e a terra abençoada, ou Arda. Tudo vai se contando com uma temática extremamente triste, afinal, de tantas felicidades existentes na terra abençoada, e então, Melkor começou a criar o mal e a discórdia, posteriormente chamado de Morgoth. O Silmarillion é dividido em cinco partes de narrativa:

1- Ainulindale (a musica dos ainur)
2- Valaquenta (o relato dos Valar)
3- Quenta Silmarillion (a triste e longa história das silmarils, as jóias de Feanor)
4- Akallabêth (a queda)
5- Dos anéis de poder e da Terceira Era.

A história e narrativa mais notável desse livro e que gerou uma legião de fãs foi sobre Beren e Luthien, o homem mortal e a estrela dos elfos. Ficaram cuirosos? Vão ler!

Inspiração: provavelmente todo o universo terra média me deu uma idéia de geografia e fisionomia das raças do mundo. De certa forma, elfos, orcs, humanos, trolls, enfim... Uma infinidade de coisa, para não mencionar as cidades e os lugares.


2 – Percy Jackson e o Último Olimpiano
Autor: Rick Riordan
Ano de publicação: não faço idéia, só descobri Percy Jackson quando tinha 17 e fui ao cinema (me julguem).
Sinopse: é a conclusão da saga Percy Jackson e os olimpianos, a guerra final entre Percy, o filho de Poseidon, e seu inimigo Cronos.

Tudo começa de maneira tranqüila, Percy e sua amiga humana Rachel, e então o pégaso negro Blackjack e Charles Beckendorf aparecem, e então ele sabe que esse é o inicio da guerra. Eles conseguem afundar o cruzeiro Princesa Andrômeda, mas Beckendorf morre, e Percy fica profundamente irritado e triste. Não bastasse isso, Tifão se libertou, Poseidon está em guerra com o titã Oceano, existe um espião entre os campistas meios-sangues, e pior de tudo: a profecia que tiraria a vida dele (ou não). E então Percy acaba decidindo receber ajuda de Nico, o filho sobrevivente de Hades, e então, depois de muitos eventos, a guerra em Nova York é deflagrada e uma série de coisas inacreditáveis acontece.

Inspiração: em suma, toda a série Percy Jackson e qualquer outro livro do Riordan que eu tenha lido me inspirou e muito depois que eu li. A história tem um bom ritmo, e o final deixa a promessa de uma continuação (que já foi publicada).

1 – Magnus Chase e a espada do verão
Autor: Rick Riordan
Ano de publicação: 2015-2016
Sinopse: Magnus Chase, primo de Annabeth Chase, é um órfão de mãe e que descobre que coisas sinistras estão em sua caçada, ele acaba reivindicando Summarbrandr, a espada de seu pai, mas acaba indo para Valhalla e recebe uma profecia das próprias Nornas e deixam sua vida (ou seu pós-vida) extremamente complicada.

O livro é um universo estendido de Percy Jackson, assim como Heróis do Olimpo com o irmão mais novo de Thalia, Jason Grace, que faz parte de um acampamento meio-sangue romano, e as Crônicas de Kane, que contam a história de Kane e sua irmã contra alguns deuses egípcios (essa trilogia eu não li, ainda não pude comprar y.y). Magnus Chase teve sua mãe assassinada, e até os 16 anos ele morou na rua com dois mendigos muito estranhos: Blitz (que é um elfo das sombras filho de Freyja) e Heart (um elfo surdo que foi expulso de casa (Alfheim) pelos próprios pais, isso depois de seu irmão morrer). Magnus tem que enfrentar não apenas Surt, o gigante de fogo rei de Muspelheim, mas também gigantes, valquirias, seus antigos companheiros de corredor no “Hotel Valhall”, e até mesmo Fenrir e outros deuses! Magnus, no final de tudo acaba encontrando seu pai (só dou uma dica: Fehu), e ele se torna um herói em Valhalla, mas sob observação dos lordes.

Inspiração: nomenclatura, história, algumas referencias e coisas do tipo, isso me ajudou e muito. A única coisa que eu odiei foi a adição de uma Valquíria que é filha de uma mulher muçulmana e de certa forma um jeito de amenizar a doença islâmica do mundo. No mais, o livro é ótimo.

Esses foram apenas 5, mas existem muitos outros que eu li e gostei muito :3
Abaixo segue uma lista de outros blogs participantes do desafio, dêem uma olhada neles, ok?






Autores:
Ana Lúcia Merege
Daniella Rosa
Diego Guerra
Janayna Bianchi Pin
Luiz Paulo G. Faustini
Peterson Rodrigues

Blogueiros:

Ana Lúcia - A Estante Mágica
Allenylson Ferreira - Café Literário
Anderson Tiago – INtocados
Carla Cardoso – DNA Literário
Denise Flaibam – Queria Estar Lendo
Felipe Silva – Excalibooks
Fernanda Castro – The Bookworm Scientist
Francisco Neto - Sobre Os Olhos Da Alma
Gabrielle Vizcaino - Entre Dimensões
Isa Prospero – Sem Serifa
João Vitor Gallo – Foco de Resistência
Lais Helena Serra Ramalho – Sonhos, Imaginação & Fantasia
Leo Alcântara - Adoráveis Dias de Cão
Marcelly Nascimento – Me Livrando
Mariana Palma – Perfect Pick #001
Orlando Simões – Ponto Zero
Paulo Vinicius – Ficções Humanas
Phelipe Pompilio – Bravura Literária
Priscila Caraça Mantovani – Leitura Mania
Renan Bernardo – A Taverna
Vagner Stefanello – Desbravando Livros
Maria Leite  Pétalas de Liberdade
Phelipe Pompilio – Bravura Literária
Priscila Caraça Mantovani – Leitura Mania
Renan Bernardo – A Taverna
Vagner Stefanello – Desbravando Livros

 

Leitores:
Alexander Weber
Alexia Bittencourt Ávila
Alisson Bonatti
Ana Beatriz Rausse
Arthur Medeiros
Caroline Defanti
Claudio Nigro
Daniel Andrade
Daniel Machado Thomaz
Dhiego Morais
Emanuel Savegnago Maziero
Emerson Ferreira
Gabriel Augusto
Hugo Tavares
Isabella Mori
Jaqueline Cruz
Jefferson Alberto Ferreira
Junior Dias
Lays Colombelli
Léo Tupinambá
Rodrigo Stahl
Tamyres Britto
Timóteo De Rezende Potin
Wilker Sousa

Vlogueiros:
Priscila Gonçalves -
Eduardo Costa de Paiva -
https://www.youtube.com/channel/UCR0cqNJcFcZ803iItmet9Ow


Grandes inimigos da aliança dourada: Surt, o rei de Muspelheim

 Surt, O Negro, é o gigante rei de Muspelheim, o reino do fogo. Surt e seu séquito e seus muitos filhos de gigantes de fogo se mantém totalmente neutros nas batalhas e conflitos entre os Aesires e os gigantes de gelo. No entanto, no Ragnarok, ele irá incendiar todos os mundos da Yggdrasil. Como um Ragnarok já ocorreu, e agora outro poderá vir, ele se prepara para recuperar a arma cuja profecia antiga disse que ele usaria para matar Frey: a própria espada do deus, a espada do verão, que foi perdida pelo seu servo Skirnir quando este foi mandado para enviar um pedido de casamento para uma giganta. Surt quer muito encontrar essa espada e não só matar Frey, mas também qualquer inimigo. Sua aparência é de um homem alto, de pelo menos três metros de altura e quarenta centímetros. Uma pele negra e muito escura como carvão, cabelos longos e vermelhos incandescentes. Vestindo roupas de um cinza escuro, além de possuir uma longa espada curva e chifres de um marrom queimado na cabeça, Surt é uma visão de terror para seus inimigos. Na forma de disfarce, ele gasta tanto glamour que a realidade ao seu redor se distorce. Vestindo roupas humanas feitas sob medida, cinza escuras e escondendo os chifres, ele persuade todos de mente fraca a lhe ajudarem a achar a espada perdida de Frey, e quem sabe, algo mais que possa lhe dar maior poder, afinal... Qualquer um que esteja destinado a matar um deus, sempre vai querer todo o poder do mundo para não ser impedido de fazê-lo.
Gigante de fogo
Disfarce humano

Grandes inimigos da aliança dourada: Seth, o deus do deserto

 Seth é o deus egípcio da violência, da traição, do ciúme, da inveja, do deserto, da escuridão, das tempestades, dos animais e das serpentes. Ele é irmão de Osíris, e assim que Osíris trouxe a civilização para o povo egípcio, Seth passou a tentar de tudo para subjugar os outros deuses ao seu controle e reinar soberano. É descrito de Seth seria a encarnação do puro mal, sendo que ele rasgou o ventre de Nut, sua mãe, para nascer. No principio Seth era bom, ajudava Rá na barca do sol, mas após Osíris aparecer, ele se corrompeu. Ele nunca se entende com Néftis, sua esposa, tanto é que ela, após uma discussão feia, se disfarçou de Ísis e teve um filho do Osíris, esse filho era Anúbis. Seth possui uma descrição difícil: não se sabe qual animal ele representa, mas é tido que seria um porco da terra ou um tamanduá. Sua forma humana é a de um homem magro, mas forte, branco e de cabelos ruivos. Depois de muitos eventos que resultaram na morte de Osíris, o nascimento de Hórus, a ressurreição de Osíris e os julgamentos de Hórus para que este tomasse o reinado do Egito antigo, Seth foi banido para os confins do deserto perseguido por Ísis e Hathor, que se transformaram em uma serpente para morder-lhe os calcanhares (ele havia se transformado num touro) e em um cão para vigiá-lo até bem longe. No entanto, Seth retornou, e agora com uma fome de poder maior ainda, visto que tem novos aliados. Seu novo “visual” com um bigode inspirado em Stalin seria proposital para a lavagem cerebral de muitas mentes, e assim, criar um exercito que fosse forte o bastante para destruir qualquer um que se opuser a ele.
O deus do deserto
forma "humana"

Monstros comuns e famosos do universo dourado: Ammit, a criatura do tuat

Ammit é a criatura fêmea que reside na sala dos julgamentos dos mortos da cultura egípcia. Uma criatura quimérica cuja aparência consiste em uma fusão de animais: cabeça de crocodilo, juba e a parte da frente de um leão e a parte traseira de um hipopótamo. Ammit serve como um carrasco final, devorando as almas (ou corações) daqueles que foram maus e maléficos em vida. Seu nome significa algo como “devorador” ou “comedora de almas”. Ammit serve apenas a Anúbis e Osíris, mas desde que Anúbis teve um filho, Pedro, Ammit passou a servi-lo também. Ammit é uma criatura tranqüila, não ataca ninguém que não lhe seja ordenado ou que não esteja condenado à morte e uma punição pela maldade em vida.
(eu tinha escrito com dois M's, mas achei que estava errado, perdão.)

Deuses de panteões da aliança dourada: Panteão Hindu: Shiva, deus da renovação e do fogo

 De todos os panteões da aliança dourada, o hindu foi o quê mais teve deuses em seu favor. Um deles é Shiva. Shiva é o deus primordial da cultura hindu, pertencente a uma trindade de deuses, que junto com ele, foram as forças da criação do mundo hindu. Esses deuses são Brahma (o criador) e Vishnu (o preservador). Essa trindade é conhecida como Trimúrti. Shiva representa o fogo, a renovação após a destruição, a união entre homem e mulher. Ele é um ser benevolente e poderoso, tranqüilo, mas furioso ante a ignorância humana. Não costuma ser visto com muitos enfeites, mas as serpentes em seu corpo (colares de naja e braceletes de naja) representam seu triunfo perante a morte, ou seja: ele é imortal. Sua principal arma é o trishula, seu tridente que ele usa para destruir a ignorância. As pontas representam três qualidades dos fenômenos: tamas, a inércia; rajas, o movimento; e sattva, o equilíbrio. Costumeiramente são vistos símbolos fálicos em honra à Shiva, seu nome é lingam, e ele representa a força da criação de Shiva. Quando a guerra se deflagrou entre todos os deuses, Shiva percebeu que deveria tomar uma atitude, e junto com a grande maioria dos outros deuses de sua casa eles foram para a Aliança Dourada. No entanto, estavam todos proibidos de terem filhos com as raças não divinas (devas), mas eles estavam permitidos a ensinarem tudo o que fosse possível para os jovens heróis, e até mesmo “recrutar” algum humano valoroso e digno. Shiva não tem o costume de interagir com os humanos nos últimos tempos, mas quando o faz, ele usa roupas elegantes, cujas cores são difíceis de precisar, mas sempre possuem um tom ou dourado ou de um azul com roxo profundo, representando o universo.
Forma divina
forma "humana"

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Deuses proeminentes no universo dourado: Sekhmet, deusa egípcia da vingança

 Sekhmet é a deusa egípcia da vingança e das doenças. Rá a criou e a enviou para a terra para destruir os humanos que conspiravam contra ele. Entretanto, absorta na sua tarefa de fazer justiça, ela começou a punir qualquer humano que fizesse mal ao planeta, e assim uma sanguinolencia e violência em demasia se instalou na humanidade. Então os seguidores de Rá pediram ajuda ao deus-Sol, e assim eles bolaram um plano de fazer uma bebida vermelha como o sangue, mas tão alcoólica que, assim que Sekhmet bebeu, ela caiu no sono, e assim, Rá pode recolhê-la sem mais problemas. Seu marido é Ptah. Sekhmet é forte, em forma de uma mulher com cabeça de leoa ou uma forma de leoa humanizada. A sua versão para os contemporâneos é de uma mulher usando uma mascara em preto e vermelho vivo. Tolos. Mal sabem eles que ela é realmente uma leoa, e em sua forma humana ela é agressiva, até no jeito de se vestir, e sua missão é punir todos os maus, e mais cedo ou mais tarde, ela terá que enfrentar WulfJakal, que assim como ela, acabou se perdendo no desejo de fazer justiça.
A leoa
forma "humana"

terça-feira, 7 de junho de 2016

Deuses proeminentes no universo dourado: Morrigan, deusa celta da guerra, vingança e da fertilidade no campo.

Morrigan é a deusa celta da guerra, da vingança, da morte, mas também é a deusa da fertilidade no campo e da magia. Ela é vista como uma mulher alta, de cabelos ou vermelhos ou negros. Costumeiramente ela é confundida com Morgana, uma fada, ou mesmo com Lilith. Morrigan possui longas histórias, uma delas é a mais famosa e com a participação do herói Cúchulainn. Morrigan é representada costumeiramente com uma aparência bela, mas terrível de se olhar. Em batalhas, a visão de corvos ou só um corvo voando sobre os corpos mortos da carnificina são o prenuncio da vinda de Morrigan e de sua fúria impetuosa. Morrigan se aliou aos dourados por motivos pessoais, mas ela não se importa em dizê-los: se o Abismo e seus aliados vencerem, ela não teria mais como guerrear, ela seria feita escrava, sua magia seria drenada, e suas obrigações seriam de executora injusta de rebeldes contra os Mestres do Abismo. Morrigan é poderosa, mas é a única deusa que representa a guerra que não costuma interagir com os outros representantes desse evento. No entanto ela vai constantemente à academia de Huitz, e lá ela se veste como uma guerreira, muito à vontade. Ninguém que seja realmente corajoso (que não seja um deus ou herói lendário) é capaz de vencê-la num combate. Morrigan possui um interesse especial pelos heróis filhos dos deuses, em especial por Julie, a Vingadora. De certa forma, ela terá um papel de grande influencia para Pedro em seus sonhos.
a deusa corvo
forma "humana"

Texto experimental: A coroação deífica dos filhos do ouro.


“Era um dia muito especial para a Aliança Dourada: havia vinte e nove filhos do ouro encontrados já e reunidos, ainda faltava a filha da Lua, mas ela haveria de aparecer. Nesse dia em especial, era o aniversário de 24 anos de Pedro, e a exatos dez anos atrás, ele se descobria o filho de Anúbis. Na cúpula dourada havia muitos quartos, muitas áreas grandes, ensolaradas (o que era muito estranho), e várias dessas áreas eram especiais pois eram pequenas (grandes) cidades do mundo antigo, e em uma delas tinha uma grande arena, com estátuas dos cinco deuses primordiais que permaneciam “do bem”: Quasar, Caos, Gaia, Helios e Luna. Nessa arena estavam muitas pessoas: gentes que tinham morrido mas eram devotas aos deuses ou que simplesmente eram boas de coração, e quando morreram, conquistaram uma vida após a morte com um descanso eterno cheio de luz e vida, e elas todas vestiam roupas elegantes, coloridas e bonitas; havia crianças, idosos, homens, mulheres, jovens, guerreiros, camponeses, enfim, uma infinidade de pessoas, todas elas para celebrar a coroação deífica dos vinte e nove filhos do ouro que estavam reunidos.
Um a um, eles foram sendo chamados para o grande palco que fora construído ali, e estavam presentes inúmeros deuses de vários panteões: alguns deles divididos entre os dourados (os presentes) e os que foram para o Abismo, e outros incompletos por não terem conseguido reviver os deuses antigos. Os progenitores divinos estavam todos lá, cada um deles com olhares exultando satisfação e um grande orgulho de seus filhos e filhas, salvos também os outros progenitores que tinham feito parte da concepção desses novos deuses. Pedro seria o ultimo a ser chamado, pois ele era o líder, aquele que despertara primeiro, e um a um, seus amigos passavam por ele e ele lhes dava um sorrisinho e fazia uma piadinha pessoal por causa da amizade que tinha com eles sobre os títulos que eles tinham conquistado como deuses.
“Achei que fosse ser a deusa da fofura...” disse ele para Sendy, filha de Huitz, e ela assumira os títulos de deusa da força e do calor; “Você daria uma ótima deusa das lolis...” disse ele para Ana Maria, sua melhor amiga e “irmã mais nova” de consideração, eles eram muito unidos (essa era uma piada muito pessoal dos dois), ela havia sido coroada como a deusa da persistência, da vida, da magia da terra e do vento; “Você poderia ser a deusa da delicinha...” Ele disse para sua amiga Deborah, de longa data. Ela se tornou a deusa do fogo e da vida;“Você poderia ser a deusa dos nekos...”, Renata corou e riu baixinho com isso, afinal, eles sempre ficavam chamando um ao outro de “lobo e nekinha”, e Renata era filha de Freyja, e acabou sendo corada como deusa da cura, da flora e dos venenos; e assim foi com todos os seus amigos, até que por fim, chegou a sua vez. Uma coisa que chamou a atenção de todos foram as roupas: todos os outros vinte e oito usavam roupas muito elegantes, como Lincoln que vestia um tuxedo completo e totalmente preto como breu com poucos detalhes em roxo escuro e um broche de caveira, e Pedro usava uma roupa muito informal: uma camiseta flanela remendada de outras duas ou três camisetas diferentes, jeans velho, coturnos e uma camisa velha, mas ninguém ousou dizer qualquer coisa sobre.
Ele foi chamado pelo seu pai e então o arauto anunciou seu nome, no entanto, antes que Anúbis pudesse começar a dizer seus feitos, Pedro foi teleportado para um lugar totalmente diferente da arena. Ele olhou ao redor e olhou ao redor e depois olhou para si mesmo: parecia que uma luz azul, muito fraca e opaca, vinda de uma altura distante iluminava o lugar, e tinha também um estranho som: um rangido de pernas e um “rrrrrrrrrhrhhhhhhhchchchhhhh” de algum tipo de inseto que comandava todo o ambiente.
- Lugar adorável, não é mesmo? Herói.

Pedro olhou na direção da voz, e ficou um pouco surpreso com o que viu (depois de anos vendo coisas insanas e inacreditáveis, aquilo era o menos surpreendente): um home da sua altura, magro, de pele morena, usando uma saia egípcia tradicional com um cinto, botas, e usava um tipo de colete no torso, protetores nos antebraços e no braço direito ele carregava um enorme escudo de um redondo perfeito. Ele reconheceu um símbolo nesse estranho homem: o sol negro estampado na bandeirola do cinto e na testa de sua mascara.


- Não gostou? Essa é minha morada por... Quantos anos faz? Três mil? Quatro mil anos que estou confinado aqui?
- Vem cá, quem diabos é você? Onde eu estou exatamente?
- Ora essa, onde estão meus modos? Seja bem vindo à parte mais escura, mais profunda e mais distante do Tuat, e eu sou Apep.

Pedro sentiu um arrepio de raiva descer pela sua espinha e um estranho borbulhar no seu estomago: durante anos ele viu uma imagem de uma serpente em seus sonhos, e mais tarde descobriu seu nome (ou nomes): Apep, Apófis, a enorme serpente caótica que visava devorar o sol e destruir os deuses do Egito e consumir toda a criação. Agora ele parecia algum tipo de genérico de algum herói que ele tinha visto, só não lembrava onde.

- Lugar muito agradável, de fato, se não fosse o fato de EU ESTAR CONFINADO AQUI CERCADO POR ESCARAVELHOS E NÃO PODER DESTRUIR TUDO O QUE FOI CRIADO!
- Problema seu, o que você quer comigo? Fica alguns anos sem conversar comigo depois de ficar enchendo meu saco, e agora acha que vou dar trela pra você?
- Sua petulância é surpreendente, garoto... Bom, eu quero te dar uma nova chance de reconsiderar sua aliança comigo.
- Hmhmhmhm... – Pedro deu uma risada contida, daquelas que você dá antes de sentir a raiva fluir, mas ele se controlou e olhou para Apep – Crê mesmo que eu vou fazer alguma aliança contigo? E esse visual ai? Ta copiando alguém?
- Ah, você notou? Inspirei-me em um herói americano de duas caras... Eu achei que você ficaria lisonjeado com tal homenagem...
- Foda-se, eu não estou nem ai pra você e teu visual de merda! É só isso que você quer comigo, Apep?

Apep respirou fundo e virou de costas:

- Eu temia que você recusasse, então, acho que não me é permitido deixar você partir.
Apep se revela.

Nesse momento Apep começou a levitar e virou na direção de Pedro, e de frente pra ele, sua forma se desfez em fumaça preta, vermelha e de um azul lúgubre, tomou forma e solidificou-se em uma gigantesca serpente de trinta metros, a verdadeira forma de Apep.

- Oh, então... Você quer ver uma forma legal? Eu também tenho uma! Forjei minha nova roupa e armadura há algumas semanas atrás, queria saber se você gosta.

WulfJakal
De repente, Pedro parou meio de lado em uma pose, e suas roupas normais estavam se transformando: das cores descombinadas da camiseta flanela elas mudaram para preto, vermelho e cinza escuro; sua camiseta virou um colete vermelho e preto, seu jeans ficou preto também, as coxas rasgadas e cingidas por cintos; sua cabeça estava coberta com um capuz profundo, e então Apep viu no quê as roupas dele haviam virado: uma versão deífica do rapaz que ele era, suas roupas e armadura eram tão pretas quanto uma estrela de nêutrons, e ainda assim com um brilho estranho, e mesmo assim a luz não podia atravessá-la, seu longo casaco com detalhes em vermelho exalava uma nevoa negra e fina; em suas pernas e antebraços ele vestia proteções especiais com espinhos curvos e vermelhos, e cada um deles tinha um rubi preso. Em um gesto simbólico, ele retirou o capuz e então um cajado dourado surgiu em sua mão: ele tinha um ankh em uma ponta e uma pequena pirâmide no final, e Apep olhou para ele inteiro: seu capacete era negro e vermelho, nada muito diferente do resto, mas ele tinha enfeites de ouro e lápis-lazúli e a clássica barbinha egípcia no queixo.

- Impressionante... – Disse Apep – Você forjou isso tudo você mesmo? Quanta adulação... É quase uma imitação de teu pai no “começo da carreira”.
- E você pare uma porcaria de uma minhoca-dragão que comeu fermento!
- Continua com sua arrogância e falta de educação? Não será um problema, garanto! Eu vou me certificar de que você morra aqui e AGORA!

Nessa hora, Apep mudou mais um pouco de forma e se tornou uma massa de nuvens negras com pequenos trovões e sua pele na cabeça (era a forma de uma naja) se tornou de fogo, os desenhos em seu corpo viraram fogo também, e em um momento, rápido como o pensamento, investiu. Pedro largou o cajado e usou de sua magia que levou muito tempo para aprender a controlar, e invocou dois grandes braços com punhos feitos de energia escura e que usavam armaduras douradas de um faraó, e antes de Apep pudesse devorá-lo, Pedro segurou-lhe a cabeça e as mandíbulas com força.
Segurando o caos.


- Como você consegue?! – Apep perguntou incrédulo. Nunca  antes um deus menor tinha resistido ao seu poder, sequer um herói tinha capacidade de resistir – Como você consegue resistir a mim?! EU SOU APEP! O CAOS E A DESTRUIÇÃO! EU VOU DEVORAR TUDO E TODOS NO MEU CAMINHO! COMO OUSA TENTAR REFREAR O CAOS?!

Nesse momento, Pedro fechou os olhos e sorriu: um sorriso corajoso, com um sentimento do coração batendo com força no peito e queimando com fúria.

- Você já deveria saber, mas eu vou te contar: Eu sou Pedro Anubitt Fenris, filho de Anúbis, filho de uma loba da ninhada de Fenrir, Guardião do espírito de Fenrir, eu sou o mestre das sombras, eu sou o senhor dos lobos, eu faço o impossível acontecer, eu sou filho do fogo e do gelo, a luz das trevas, sou a coragem que não morre, sou o fogo impetuoso da luta, a esperança que não morre! EU SOU WULFJAKAL!

Segurando um Apep incrédulo, WulfJakal começou a bater a enorme serpente no pequeno espaço de chão de pedra em que estavam: o único lugar seguro. Bateu com força várias vezes, e feriu não só o corpo de Apep como também seu orgulho, e então WulfJakal arremessou a serpente de volta ao seu pequeno altar onde ela estava a uns minutos atrás. Apep voltou para sua forma de disfarce, olhando com puro ódio para WulfJakal.

- Como ousa...? Você cometeu esse erro pela ultima vez... Eu juro que vou fazer seu mundo, seus amigos, sua futura esposa, todos em pedaços! E vou fazer você olhar tudo e então implorar pela morte!!!
Golpe de misericórdia.

Então Apep avançou impetuosamente contra WulfJakal, as garras preparadas para rasgá-lo. WulfJakal se posicionou, comprimiu os quadris e moveu o braço esquerdo, fechando a mão, e segundos antes de Apep chegar nele, seu braço se moveu, a mão abriu em palma e ele desferiu um golpe poderoso no nariz de Apep, parando sua cabeça em sua mão e deixando seu corpo ir para a frente. Com isso WulfJakal segurou o tornozelo de Apep com sua outra mão, e em um movimento muito rápido, arremessou Apep para longe, e foi tão longe que caiu no meio dos escaravelhos: em questão de segundos os inúmeros insetos avançaram contra Apep e começaram a “afogá-lo” entre eles, e Apep lutava, mas não tinha como escapar.
Um aviso e o pouco caso.

- VOCÊ VAI PAGAR! EU JURO! EU VOU MATAR VOCÊ E TODOS OS OUTROS!
- Vai sonhando!

Nesse momento alguns escaravelhos alçaram vôo na direção de WulfJakal, e ele não perdeu tempo: abriu um portal escuro nas sombras e correu para ele, e instantaneamente ele estava de volta à arena da cúpula dourada, com uma multidão exultante e excitada, seus amigos surpresos e todos os deuses incrédulos e assustados. Ele olhou ao redor, sem expressão no rosto, e então virou para seu pai Anúbis.

- Vocês... Vocês viram tudo?
- Heimdall nos “emprestou” sua habilidade de visão e nos permitiu ver tudo o que aconteceu com você quando desapareceu. Você fez algo que nem todos os deuses juntos poderiam ter feito, e, bom... Você clamou por coisas que eu não tinha certeza se deveriam ser seus, mas agora eu tenho certeza.

Pedro sorriu, deu de ombros e acenou com a mão, e então o arauto disse seu nome de novo, e então Anúbis falou em voz alta:
Uma festa.

- Pelos feitos de toda a vida, e pelos mais recentes que todos vocês viram, eu agora declaro os títulos deíficos de meu filho, Pedro, WulfJakal: deus das trevas, deus da esperança, deus dos lobos, juiz, júri e executor dos maus, e por fim - Ele olhou para Pedro e este lhe sorriu surpreso – , deus do impossível!

Toda a platéia ficou entusiasmada e gritou, cantou, dançaram nas arquibancadas, seus amigos no palco ficaram surpresos e muito orgulhosos, mas Anúbis era o mais orgulhoso deles: em seus olhos se viam uma felicidade sem tamanho. E então ele foi para perto de seus amigos e eles lhe deram as congratulações, mas Anúbis não tinha lhe dito tudo.

- Filho, eu acho que agora eu entendo o porquê de você ser sempre tão teimoso, tão cabeça dura. Você tem uma alma que queima com força, e eu também entendo uma única palavra, palavra essa que você ficava repetindo para sua melhor amiga. – Ana se aproximou: ela vestia uma blusa de algodão branca, um vestido jeans azul e marias-chiquinhas: muito parecida com uma Lolita de fazenda – Você tem um coração de ouro meu filho, se antes eu duvidava de você, agora eu não duvido de mais nada que você seja capaz de fazer.
- Pedro, obrigado por ter sido tão presente pra mim!
- De nada, mas... Pai, que palavra é essa mesmo?
- Já se esqueceu? – Anúbis se abaixou um pouco e olhando nos olhos de Pedro, ele disse- Acredita!

Pedro não se agüentou e foi até o meio do palco, olhou com uma fúria enorme para a platéia que o aplaudia e então levantando o braço direito, ele gritou:

- ACREDITA! – E Ana correu para abraçá-lo e lhe dar um beijo no rosto, fazendo todos os seus amigos aplaudirem e a platéia gritar de excitação.

Então Anúbis conversou com Luna em separado:

- Sua filha ainda será encontrada... Tenha fé!
- Tenho certeza que sim, mas será que ela irá aceitar seu filho...?

Anúbis ficou com essa dúvida na mente pelo resto do dia.

Em algum lugar, muito distante e profundo do mundo, fazendo fronteira com o Tártaro e com o Tuat, havia um largo abismo: de dentro dele pulsava um som de respiração, e indo para dentro dele estranhas rachaduras de um vermelho que piscava iam como veias de sangue, e delas um fedor emanava. Em uma região no centro desse abismo, existia um vale: era largo, cinzento, fedia, tinha uma luz pálida e morta, pessoas mortas andavam moribundas por ai, vegetação morta cobria tudo. E bem no centro, havia um trono perturbador: ele era feito de ossos pontudos, tendões, músculos, partes humanas como línguas, órgãos genitais, e no topo dele uma imagem perturbadora: um crucifixo com um cordão umbilical enrolado, vermelho com sangue e pegajoso. O trono estava ocupado por um deus (era óbvio que era um deus): ele não mostrava o rosto, usava vestes brancas, e somente seu nariz e boca eram visíveis: em seus lábios existia uma única cicatriz lhe cortando o rosto. Na sua frente ele via a forma apagada de Apep: usando um meio de transmitir sua essência para esse Abismo, Apep relatava tudo para o estranho deus, e sua forma esfumaçada possuía ferimentos.
O deus no trono de carne e ossos no centro do Abismo.

- Então... Ele se tornou um deus pagão. – O estranho deus falou com uma voz tranqüila e muito calma.
- Sim, meu senhor... Ele... Ele me enfrentou e teve a audácia de clamar pelos seus títulos em minha presença! Dê-me uma chance de fazê-lo pagar e...
- CALE-SE!


Apep se encolheu perante a explosão de raiva.


- Você fez o que queria, eu permiti sua insubordinação e seu claro desejo de traição... – Ele voltou a falar tranquilamente – E agora o jovem guerreiro é um “deus”... – O deus falou com desdém extremo e usando as aspas com os dedos – Mal posso esperar para poder mandar meu filho ilegítimo para destruir esse verme arrogante!
- Você diz o meio humano da tal virgem?
- Não, ele será usado mais tarde... Estou falando sobre o outro, o reencarnado.
- Ah sim... O nibelungo. Eu não confio nele, a alquimia é um erro e...
- VOCÊ NÃO CANSA DE FALAR BESTEIRAS? ELE SABE MANIPULAR AS PESSOAS E TEM NOS TRAZIDO RECURSOS! – Apep encolheu de novo, e o deus se acalmou com satisfação. – Vamos seguir com nossos planos, e então, quando chegar a hora certa... – Ele se levantou e então Apep viu que o cordão umbilical que estava ligado no crucifixo estava ligado ao próprio corpo do deus – Eu irei enfrentar esse... WulfJakal eu mesmo, de novo... hahaha... HAHAHAHAHAHAHA!
Sua risada ecoou na vastidão do Abismo, e chacoalhou as fundações da terra, mas nem mesmo isso abalou a festa da cúpula dourada, mas era uma promessa de morte.”