sábado, 28 de maio de 2016

Grandes inimigos da aliança dourada: Apep, a destruição em "pessoa"

 Apep, Apófis, Apepi... Não importa o nome, Apep é um dos maiores inimigos que os filhos do ouro têm que enfrentar. Apep é uma enorme serpente demoníaca, com trinta metros de comprimento e a aparência de uma naja negra com listras irregulares e vermelhas que mudam o tempo todo. É contado que antigamente Apep lutava contra Rá e todos os deuses. Durante o dia, Apep lutava contra Rá para devorar a roda do sol, matar os deuses e destruir tudo. Mas sempre era morto por Rá, e durante a noite, sua essência voltava ao décimo segundo portão do submundo e lá, onde era sua morada, ele se restaurava e voltava a vida. Apep é inimigo de todos os deuses, mas ele se aliou aos abissais apenas para concluir seus objetivos. Depois ele os destruirá. Os soldados de Apep são em maioria serpentes de fogo menores que ele, mas tão cruéis e destrutíveis quanto. Os humanos que veneram Apep foram corrompidos pelo desejo de destruição, e são capazes de se deixarem usar para fins que, segundo eles, se acelerar o processo de destruição total, melhor, eles podem morrer em nome do “bem maior”. Apep possui uma forma “verdadeira”, que representa o caos (não confundir com Caos, o deus primordial. Aqui, “caos” quer dizer destruição e desordem), e vários heróis foram derrotados apenas pela loucura da qual foram acometidos apenas por estar na presença de Apep. No final das contas, Apep foi derrotado por Hórus, que sucedeu Rá. Hórus derrotou Apep e aprisionou a serpente no extremo fundo de Tuat, o reino do submundo, e cercou a serpente em um mar de escaravelhos, e assim, Apep lá permanece. Apep ainda tem ligações com os deuses do abismo, com os Mestres do Abismo. Apep conseguiu um acordo para manipular um herói, e se tivesse que enlouquecê-lo ou matá-lo, ele o faria. Mas Apep queria convencer o herói a juntar-se a ele, libertar o espírito do monstro que ele guardava, e juntos, eles destruiriam tudo...
Apep, a encarnação da destruição
O Sol Negro e o olho de Apep

forma "humana"

Texto experimental: WulfJakal conhece Fran, a furry shapeshifter

“Já havia duas semanas desde que Pedro havia “derrotado” Aracne, no dia das mães, e ele só continuava a matar seus filhos que continuavam a aparecer. Ele estava em uma patrulha solitária no centro de Imperia, era uma noite nublada, a luz da lua cheia estava apagada pelas nuvens. Esta noite, no entanto, tinha uma coisa que o estava deixando ansioso, e ele odiava ficar ansioso. Uma tensão no ar estava deixando a respiração difícil, e uma névoa densa o bastante para ser cortada com uma faca de manteiga pairava até a altura dos prédios mais baixos. Pedro estava caçando alguma coisa que ele havia farejado: já fazia meses desde que tinha sofrido sua primeira transformação em um enorme lobisomem, e seus poderes entraram em um nível cruel demais. Seu faro machucava toda vez que sentia o cheiro forte de algo, e dessa vez um cheiro muito forte e feminino havia chamado sua atenção, mas era diferente. Tinha algo selvagem nesse cheiro, e isso o deixou totalmente curioso. Quando ele viu o que ele caçava, ficou um pouco irritado: era uma garota que parecia mais alta do que ele, e isso já o irritou. Seu cheiro era de uma mulher mais velha, isso também o irritou, mas ela era aparentemente comum, nada de especial. Ele se aproximou sem nenhum rodeio e cutucou seu ombro, e ela se assustou, puxou uma pistola e apontou para a cabeça de Pedro. Com um olhar feroz, ele segurou a arma e encostou-a própria testa.
- Vai em frente, dá o seu melhor... Mata-me e quero ver você viver com essa culpa.
- Quem é você?! Ta me seguindo por quê, porra?!
- Ora essa, garota! Você é quem vem à minha cidade, obviamente é de fora, pelo sotaque... Você emana um cheiro tão forte que me provocou, e pra valer! Eu tenho alguma culpa de ter nascido um loup-garou?!
A garota ficou confusa, mas ficou vermelha de vergonha com o comentário sobre “cheiro forte”.  Ela se aprumou, recolheu o revolver e respirou fundo.
- Estou caçando umas coisas, eu senti um cheiro de morte aqui perto e decidi ver o que era e...
- Atirar nos filhos de Aracne com uma pistola. 30 com apenas duas balas? Ou você tem muita coragem ou você é muito burra. Sério, essa cidade é minha, qualquer coisa que aconteça aqui sou EU quem deve dar cabo. E você tem que ter algum poder pra enfrentar criaturas como essas...
- Hey! Eu sei muito bem me virar sozinha! Afinal quem é você, garoto?
- Pedro Anubitt Fenris, a seu dispor... – Ele fez uma reverencia ao estilo gótico vitoriano, e não era pra menos: suas roupas eram todas em preto, cinza escuro, um jeans preto folgado com uma corrente presa na cintura, botas altas, uma jaqueta de mangas curtas e cheia de bolsos com zíperes, uma camiseta flanela preta por de baixo e com uma touca e pra finalizar uma camiseta vermelha um pouco justa em seu corpo. Em suas mãos ele vestia uma luva velha e gasta, um bracelete e alguns anéis. Seu cabelo comprido estava penteado para trás e em seu olho direito havia uma longa cicatriz cortando a sobrancelha e descendo o rosto até a bochecha, mas ele tinha os dois olhos muito vivos. “Ele é muito bonito, mas eu já tenho uma filha e um cara que me ama... Quem será ele? Já ouvi esse nome antes...”
- Prazer, meu nome é Fran, todos me chamam assim.
- Bom... O que é você? Elfa? Lobisomem? – essa pergunta a pegou de surpresa, e ela apenas pode balançar negativamente a cabeça e rio baixinho.
- Você não acreditaria se eu contasse.
- Acredite garota, eu já vi mais coisas nesses meus dezenove anos de vida do quê você pode sequer sonhar ou delirar. Ainda não caiu a ficha de quem eu realmente sou não é?
Fran ficou extremamente confusa e mudou seu peso de uma perna para a outra.
- Não sei do que está falando, mas se quer saber, eu acho que você deveria ir embora daqui, e rápido.
- Ok garota, eu perdi a porra da minha paciência! – Nesse momento sombras o cobriram e o vestiram com sua roupa de herói: uma máscara de lobo sem orelhas, ao que as suas orelhas se transformaram em longas e altas orelhas de lobo; suas pernas foram cobertas por uma armadura escura e de design intrincado e agressivo, e o mesmo para os antebraços; sua camisa tinha se tornado um colete de linotórax com o desenho de seu corpo definido nos músculos; seus pés se transformaram em patas de lobo, suas mãos ganharam garras e sua cauda cresceu em seu Cox. Fran arquejou alto de surpresa e olhou estupefata para WulfJakal, o temido assassino de criminosos, impetuoso e furioso, que antes era um jovem herói animado e justo, agora um anti-herói cruel e sem escrúpulos.
- Merda! Como assim?! Você é o tal WulfJackal?
- “WulfJakal”, sem o “c”, por favor... E sim, sou eu, ficou surpresa? – Fran estava assustada e então viu que, aparentemente, ele não tinha medo de nada, nem de se mostrar para uma estranha, e ela riu de nervosismo, e sem perceber, ela se transformou como ele: mas não era um lobisomem. Sua aparência era muito mais “humana” do que feral.
- Mas que merda garota! Que tipo de criatura é você? – Ela olhou para si mesma e arquejou de novo.
- Ah, bem... Sou uma shapeshifter, mas eu escolho me transformar em furries...
- “Furries”?
- Sim, são tipo animais com...
- Eu sei o que são furries! Droga, você podia usar qualquer forma e decide virar isso?! Deuses...
O ar do local estava pesado, e Fran sentiu a necessidade de olhar ao seu redor, WulfJakal fez o mesmo sem perceber e ele distinguiu estranhas luzes vermelhas e amarelas na escuridão se aproximando: grupos de seis, oito e até doze olhos. WulfJakal rosnou alto, e suas roupas desapareceram, deixando ele usando um tipo de cueca preta escamosa e com um elástico verde oliva. Fran olhou aquilo e ficou irritada, mas ao invés de ele olhar pra ela e pensar besteiras, seu corpo começou a mudar: seus músculos aumentavam, seus ossos estalavam alto e mudavam, sua altura aumentou e pêlos escuros, cinza, preto e marrom brotavam em sua pele. Fran havia visto uma coisa assim, em sua mente, todas as vezes que reunia sua turma para jogar uma partida de RPG de mesa: Lobisomem – o apocalipse. Ela duvidava que fosse possível uma coisa assim, mas ficou maravilhada quando viu seu rosto: o rosto de um grande lobo com presas afiadas como facas. As luzes vieram até a área iluminada por postes e então se revelaram: grandes aranhas humanóides com seis braços, uma enorme “bunda de aranha”, pelos afiados em seus antebraços, corpos musculosos e eram pelo menos quatro tipos diferentes de aranha entre as trinta criaturas que apareceram. WulfJakal rugiu e os monstros aracnídeos fizeram um som estranho de volta: um chiado molhado e borbulhante. Então WulfJakal olhou para Fran: ele não podia distinguir cores mas lembrava de como ela era: um rosto com alguns piercings, seu pelo era branco e o logo cabelo tinha se tornado azul, assim como a parte inferior da longa cauda lupina. Suas roupas eram de um estilo rockeiro meio despreocupado, todas de um tom escuro. Agora ele enxergava tudo em tons de vermelho sangue.
- Pedro! Wulf! Sei lá! Temos que fugir! Agora! – Ele rosnou em protesto, ao que os filhos de Aracne avançaram e correram atrás deles. O que se deu a seguir foi uma luta furiosa: eram trinta filhos de Aracne, WulfJakal matou nove e Fran pegou três...
“Não posso evitar de seguir
Apesar de enlouquecer
Para que eu saiba que você engolirá
Toda minha dor... ”
- Pedro! – Fran gritou para WulfJakal, que havia caído em si e viu que mais cinqüenta filhos de Aracne vinham na direção deles. Nesse momento Alberthy e Julie apareceram. Fran viu que o outro era um cara alto, magro, de pele verde, chifres e uma cauda de demônio, e suas roupas eram alguma coisa entre o punk pós apocalíptico e o rock underground. Julie tinha uma mascara anbu de raposa, orelhas de raposa, uma enorme cauda de raposa e uma roupa que misturava o celta com o japonês. Fran não conseguiu processar tudo o que via em decorrência da fúria de WulfJakal, dos mais filhos de Aracne que continuavam a chegar e no fato de que WulfJakal estava voltando ao normal e suas roupas simplesmente apareceram de novo.  Eles correram em direção a uma van preta e Fran os seguiu. Eles arrombaram a porta, entraram todos e fizeram uma ligação direta...


“Estou saindo da luz
Para sentir o que a escuridão pode semear
Fito a mentira vermelha morta
Apenas um relance e já sei... ”


Todos eles estavam em pânico, menos Pedro: sua raiva e indignação ao bater em retirada era tamanha que ele nem gritava, mas falava de um jeito ameaçador.
- Alguém sabe dirigir isso?! – Julie exclamou.
- Eu ainda nem tirei carteira! – Alberthy gritou de volta.
- QUIETOS VOCÊS DOIS! Eu vou descobrir se aqueles jogos de corrida serviram para algo... – ele puxou a marcha, pisou no acelerador com força e disparou pela rua...


“Tudo disfarçado sob o sorriso
Da sedutora, sereia, criança maligna
A mais doce prostituta do diabo... “
O que veio a seguir foi uma perseguição alucinante: a van preta cortava as ruas com uma velocidade absurda, Pedro ia dirigindo furiosamente e atropelando qualquer aracnídeo que aparecesse. Os que ficaram pra trás tinham mudado de forma em aranhas gigantes e vinham correndo no encalço da van, cuspindo bolas condensadas de teias para danificar a lataria ou bolhas de veneno, mas nenhuma acertava...


“Porque você está alimentando o fogo dentro de mim
Porque você me faz sentir tão vivo
Porque este é apenas o fim do sofrimento
E estou me afogando neste ímpeto

Porque você está alimentando o fogo dentro de mim
Porque você está tornando isto real por um instante
Porque este é mesmo o fim do sofrimento
E estou me afogando neste ímpeto... “

Em um momento, Fran gritou de medo e assustou Julie, as duas começaram a discutir e Alberthy encerrou a briga, começando a fazer perguntas a ela no meio da perseguição. Pedro Dirigia alheio a isso, e em seus olhos queimava um ódio frio.

“ Estava para baixo, agora voando
Indo rápido para lugar nenhum
Não há negação
Preciso deste sentimento para continuar

Inspiro e fico chapado
E a dor se esvanece de aguda para entorpecida
As facas do desejo... Eu as sinto todas
Mil cortes ainda me deixam frio
Dê-me mais desta alma que tem sido vendida
E espero que desta vez eu não acorde morto

Porque você está alimentando o fogo dentro de mim
Porque você está tornando isto real por um instante
Porque este é mesmo o fim do sofrimento
E estou me afogando neste ímpeto... “

 Nesse momento, as aranhas gigantes encurralaram a van preta e as que os perseguiam prenderam as rodas com longas teias pegajosas. Pedro pisou firme no acelerador, mudou de marcha, mas só foi alguns centímetros pra frente e parou de novo, preso. Todos começaram a discutir sobre como poderiam fugir, e Pedro saiu do torpor e disse:
- Nós vamos lutar, sigam meu plano... – Ele falou baixo, mas todos escutaram...

“Não se culpe pelo que não pode ignorar
Não se culpe por querer mais e mais e mais
Carne sobre carne aumentando respirações sobre respirações
Eu amo, eu amo o ímpeto da morte... ”

E de repente, as portas traseiras da van foram arrancadas pelas aranhas, e Pedro gritou:
- FODA-SE O PLANO! MATEM TODAS ELAS! – E saltou por entre uma nuvem de veneno e fios de teia, as correntes de Fenrir dançando ao redor de seu corpo e uma aura negra, vermelha e roxa pairava sobre seu corpo, cobrindo-o com uma luz cruel, e os outros seguiram sua liderança. Em questão de minutos, todas as aranhas – cerca de umas duzentas - foram abatidas, e uma acabou escapando... Pedro iria atrás dela, com certeza, pra descobrir sobre Aracne, e a despeito dos outros implorarem pra que ficasse, ele ignorou e foi atrás da aranha. Essa seria uma noite alucinante...

“Porque você está alimentando o fogo dentro de mim
Porque você me faz sentir tão vivo
Porque este é apenas o fim do sofrimento
E estou me afogando neste ímpeto

Porque você está alimentando o fogo dentro de mim
Porque você está tornando isto real por um instante
Porque este é mesmo o fim do sofrimento
E estou me afogando neste ímpeto! “
Os filhos de Aracne apenas continuavam a aparecer!

Texto experimental: Uma estranha conversa sobre procriação com o deus Min.

“A manhã de aula tinha sido puxada, e os garotos haviam saído da escola um pouco aliviados: Matheus só queria comer alguma coisa quando chegasse em casa; Fábio queria jogar no seu Xbox pra relaxar; Lincoln ia dormir um pouco; Alberthy iria a uma sorveteria; Renata só voltaria pra casa, ficaria vendo TV ou qualquer coisa; o único que parecia estar realmente cansado era Pedro: ficou a manhã toda muito sério, distraído com algo que parecia ser importante demais pra que uma mera aula de matemática com uma professora gorda, inútil, mau caráter e que não sabia ensinar a matéria pudesse fazer ele perder as estribeiras. Após alguns minutos em casa, Pedro refletiu sobre o sonho que teve: uma enorme serpente havia falado com ele, dissera que os deuses iriam traí-lo, tanto os dourados como os abissais. Essa serpente havia lhe dado uma escolha: de unir seus poderes do grande lobo Fenrir às dele (sim, a serpente era masculina), e assim, destruir tudo, para que depois pudessem criar algo novo e melhor. Nesse momento seus pensamentos foram interrompidos por um papiro flutuante que o avisou de que era esperado na Cúpula Dourada. Ele pegou no papiro e foi teletransportado para a sala comum de refeições onde ele e os outros costumavam comer depois de uma missão de treinamento. Todos tinham a mesma expressão preocupada, mas só Pedro tinha uma expressão séria e continua no rosto.
- Pedro, ‘cê ta legal? – Alberthy perguntou.
- Que? Han? Ah... Sim, eu só tava... Deixa quieto, então, vocês sabem o que vamos fazer agora?
- Não faço idéia, Lincoln?
- Não pergunta pra mim! Eu to tão perdido quanto vocês!
- Qual é, meninos! Não deve ser nada grave, talvez queiram nos dar algum tipo de treinamento. – Renata respondeu. Ela parecia calma, mas mesmo depois de dois meses sabendo que era filha da deusa Freyja, tendo visto inúmeros deuses, descoberto seus grandes poderes, ela ainda parecia descrente de tudo o que via e ainda ia ver.
- Pô, Pedro, você parece que nem dormiu, ta tudo legal? – Pedro Ignorou a pergunta e Matheus ficou sem graça. Fábio era o único que parecia mais tranqüilo, e quando um papiro guia apareceu para guiá-los até uma sala, todos eles caminharam, fizeram algumas curvas, e chegaram a um quarto com uma grande porta marrom.
Quando a abriram eles tiveram um choque: era um grande quarto, com três janelas, alguns móveis, e em uma cama de dossel no centro havia um estranho homem -que era um deus, óbvio- deitado nela. Ele era alto, magro, estava todo vestido em ataduras, como Osíris, mas essas ataduras não pareciam ter um padrão muito correto. Ele estava meio de lado e olhava diretamente pra eles, então não podiam ver seu braço esquerdo, mas o que os deu esse tremendo choque foi isso: apesar das ataduras, era possível distinguir que ele estava excitado: sim, excitado. O pênis dele estava ereto, e também totalmente coberto pelas ataduras, o que aliviou a situação, mas ainda assim os deixou extremamente desconfortáveis. O deus lhes sorriu, e observou suas expressões um por um: Matheus tinha colocado a mão na boca e parecia estar se controlando para não gargalhar descontroladamente. Fábio estava com uma expressão indignada no rosto, meio que de incredulidade. Lincoln e Alberthy tinham uma expressão similar no rosto: queriam rir e não queriam faltar com respeito, ao mesmo tempo em que estavam visivelmente muito desconcertados. Renata, a única garota até agora encontrada como filha do ouro, estava vermelha até a raiz dos cabelos, extremamente envergonhada e sua timidez falava mais alto a ponto de fazê-la abaixar o olhar. O único que tinha uma expressão mais que curiosa era Pedro: ele ignorou esse detalhe e olhou para o deus, mas sua mente estava a quilômetros de distancia, em um vale escuro, olhando diretamente para uma enorme serpente negra e vermelha. Logo esse pensamento foi varrido de sua mente quando o deus deu uma risadinha: ele havia gostado das reações dos jovens semideuses, e então ele falou:
- Olá, sejam bem vindos ao meu quarto. Eu sou Min, o deus egípcio protetor das caravanas e deus da fertilidade... – Ele se levantou e ficou de frente pra eles com seu braço direito atrás das costas. Sim, BRAÇO, ele só tinha o braço direito, e no lugar onde deveria estar o esquerdo havia apenas uma estranha elevação e toda coberta por ataduras.
- Devem estar se perguntando por quê tenho apenas um só braço ou porquê uso esse mumiforme... Nem eu sei ao certo, os registros mais antigos dos deuses de todas as partes do mundo foram quase todos perdidos, e logo, eu perdi parte de minha memória.
A voz desse deus era calma, tranqüila, quase reconfortante. Ele caminhou um pouco, e ficou de perfil, o que perturbou os semideuses ainda mais devido ao fato de ele estar ereto. Min parecia desconhecer isso, ou ignorava esse detalhe. De repente Matheus disparou a gargalhar, e aos poucos foi parando, mais por vergonha do que por falta de ar. Min deu uma risadinha tímida e voltou a ficar de frente para eles.
- Devem estar se perguntando por quê foram enviados aqui?
- Sim... - Quem falou foi Pedro. Ele havia saído de seu torpor de concentração e agora se dava conta do que estava acontecendo ali.
- O jovem filho de Anúbis... Muito bom, bem, esse é um assunto extremamente delicado não é? Quantos anos cada um tem?
- Catorze... – Renata Guinchou muito tímida e sem olhar pra cima.
- Treze. – Matheus Falou um pouco sem graça.
- Dezesseis. – Lincoln Falou um pouco sem emoção.
- Catorze. – Alberthy Falou surpreso ao ouvir a própria voz.
- Catorze também... – Fábio estava um pouco entediado.
O único que ficou em silencio com essa pergunta foi Pedro, e Min deduziu que seria a mesma idade: catorze. “Tão jovens... Não sei por quê eles tem que vir a mim tão jovens...” Pensou Min.
- Bom, isso é extremamente desconfortável, eu sei, mas o conselho me pediu para que lhes fossem explicadas algumas coisas à vocês, agora que estão nessa idade.
- Tipo o quê? – Pedro Respondeu um pouco ríspido demais.
- Oh, não sabe? Eu vou explicar: a idade de vocês agora é um período complicado, não é? Seus hormônios estão crescendo e gritando dentro de vocês, especialmente em você, WulfJakal. – Pedro Não se abalou, sequer sentiu um arrepio. Estava tão mal humorado que não ficaria com medo de uma irritação divina. – Bom, continuando: vocês todos devem tomar cuidado com o que fazem seus poderes divinos, os poderes de suas raças e a aura das criaturas que vocês estão a guardar podem ser ameaçadoras para possíveis parceiras... Ou parceiro... – Renata encolheu um pouco e ficou ainda mais vermelha de vergonha. – Não se assustem, mas o que vou dizer é que: vocês não podem se reproduzir com os humanos.
Essa noticia pegou eles de surpresa, e Min observou as expressões de novo: todas, menos a de Pedro, eram parecidas: um tipo de surpresa, medo e talvez até um alivio.
- Não sei explicar como isso funciona, mas é assim: todos os heróis até agora, a maioria do panteão grego, foram gerados entre um deus ou deusa e um humano. Mas agora esse ciclo foi quebrado: vocês, os primeiros seis, e todos os outros dezoito filhos do ouro, foram gerados por dois progenitores de grande poder, uma deidade e uma criatura de alguma raça muito poderosa, e que não poderia ser corrompida pelo mal. Cada um de vocês pertence a uma raça: você, herói Sinistro, sua mãe era uma mulher troll da floresta, você tem grande poder. Faraó, sua mãe era uma avian, uma mulher metade pássaro, se não me engano, alguma ave muito graciosa. Matheus, sua mãe era uma guerreira dos haernir. Lincoln, seu pai deu sorte, ele gerou você com uma mulher élfica. Renata, sua mãe foi um pouco teimosa, mas seu pai é um sátiro. E Pedro... – Nesse momento todos ficaram tensos, pois Pedro respirou fundo, fechou os olhos e endureceu seu semblante. Min não deixou transparecer, mas ele estremeceu, afinal, corriam boatos sobre o futuro desse herói a quem ele se dirigiu, e ele sabia vagamente alguma coisa sobre ele ser o “mais poderoso de todos”. - Bem, seu pai teve você com uma mulher lobo, sim, você deveria saber disso. Em você, os hormônios, o desejo sexual, tudo isso vai te deixar incrivelmente... Incrivelmente... Droga! Qual é a palavra?
- Não sei... E não dou a mínima pra isso. – Pedro respondeu, abrindo os olhos: era bem difícil, mas Min viu naqueles olhos não apenas fúria, raiva, indignação, mas viu tristeza, e refletiu: “é uma pena... Um garoto tão jovem pensando tão cedo em ter uma família. E talvez isso não seja possível, mas ele precisa entender.”
- Bom, eu não sei qual é a palavra, mas você deverá extravasar seu desejo sexual de alguma forma, ai é você quem deve dar um jeito nisso. Mas vocês ainda podem SIM se reproduzir: não com os humanos. Vocês têm uma pureza de sangue, alguma coisa que os impede de terem uma prole com algum mortal, qualquer humano... Ou uma raça próxima a isso.
- Como assim? – Alberthy perguntou.
- Muito bom ter perguntado! Bem, existem mais umas três raças que se assemelham à raça humana, e com as quais vocês não poderão ter filhos: os lemurianos, autômatos e homúnculos. Os lemurianos são uma raça extremamente seletiva, só reproduzem uns com os outros. Os autômatos... São maquinas que ganharam a vida usando a alma de alguém, e eu não sei como seus órgãos mecânicos funcionariam para gerar uma vida. E os homúnculos... Se uma mulher homúnculo engravidar, ela vai entrar em pânico e te matar, se não engravidar, vai ficar furiosa e te matar, e é quase a mesma coisa para os homúnculos masculinos.
- O que são autômatos, exatamente? – Lincoln Perguntou, afinal ele gostava muito de mecânica e engenharia.
- Vou tentar simplificar: um ciborgue é no movimento cyber punk o que um autômato é no universo steam punk, entendeu?
- Ah... Isso é melhor do que eu esperava.
Todos os seis estavam muito confusos, mas eles ficariam conversando muito sobre isso na sala de refeições, e então Renata tomou a palavra:
- Ahm... Senhor Min, podemos ir agora?
Min estava muito distraído, mas acordou de seus devaneios:
- Ah? Ah claro... Bom, creio que já disse tudo o que deveria ser dito, e caso outros filhos do ouro apareçam, eles terão que vir até mim e terão a mesma conversa. Tenham um bom dia... – Ele se virou e ficou olhando os intrincados desenhos nas paredes: todos os quartos da Cúpula Dourada tinham a mesma característica: eles aparentavam ser MUITO velhos, mas mesmo assim, tinham cara de serem extremamente recentes: a pintura, decoração, arquitetura, até mesmo a sensação de que eram habitados: parecia que tinham sido habitados apenas há alguns dias. Min lhes sorriu mais uma vez e os dispensou, e assim, todos eles saíram, aliviados demais para pensar em outra coisa além de comer, com a exceção de Pedro: seu mau humor agora estava agravado a uma tristeza, e um medo: poderia ele encontrar alguma garota de uma raça não-humana que por ventura o aceitasse? Ele não queria só ter filhos, ele queria um casamento, mas com filhos. Então uma frase voltou à sua mente: “vamos destruir tudo, una-se a mim e vamos recriar tudo, fazer um mundo melhor...” Ao que ele respondeu “vá se fuder!”.
Um deus de um braço só e com uma estranha característica...

Texto experimental: Patrulha noturna acaba em um encontro sombrio.

“Era uma hora e vinte da madrugada, e o centro de Londrina estava num grande silencio com alguns barulhos ocasionais. As luzes de alguns estabelecimentos funcionavam, mas a maioria, em especial as luzes centrais do bosque não estavam funcionando. Isso era comum, afinal, muitas vezes vândalos quebravam as lâmpadas, vagabundos as roubavam ou simplesmente elas paravam de funcionar por mau instalação e falta de cuidado da empresa responsável pela manutenção e instalação das lâmpadas. Uma coisa que mantinha o clima tenso nesse horário da madrugada do centro: criminosos. Era comum que pessoas que por alguma razão estavam se divertindo durante a madrugada fosse assaltadas por vagabundos, bandidos, ou até uma ou duas garotas serem estupradas. Isso se reforçava graças ao estado de cada loja ou prédio: janelas com grades internas, portas de ferro para deixar fechada a entrada e impedir que a loja seja invadida, e ainda várias câmeras de segurança bem localizadas e de certa forma escondidas da visão dos ladrões, porquê até câmeras eles seriam capazes de roubar. Os seis filhos do ouro que despertaram primeiro estavam em patrulha, divididos em duas equipes: WulfJakal, Ceifeiro e Faraó na equipe A; Sinistro, Pesadelo e Rosa Negra na equipe B. A equipe A estava patrulhando a região central agora, e estavam fazendo isso a quarenta minutos, quando estavam subindo uma rua e pararam para descansar.
- Ah cara, vamo relaxar aqui, tamô fazendo isso já desde as nove horas, puta merda! – WulfJakal reclamou. Era óbvio que ele era sempre o primeiro a reclamar, mas caso uma luta começasse, ele era o primeiro a esmagar os inimigos e o ultimo a bater em retirada.
- Sossega cara, temos ainda até as quatro da madruga pra isso, tem muito chão pra caminhar! – Faraó respondeu. Ele era responsável, mas um pouco imaturo as vezes, e o engraçado era que ele era o que ainda menos acreditava nessa história toda de semideus herói em treinamento. Ceifeiro era o único que estava em silencio, ele preferia se manter quieto na maioria das patrulhas até que fosse necessário dizer algo.  Os três já haviam feito patrulhas juntos, mas essa noite tinha um ar um pouco pior, alguma coisa estava errada. W.J. e Faraó continuaram a conversar alguns minutos enquanto descansavam, até que Ceifeiro recuou alguns passos, mas desatou a correr pra frente, pegando de surpresa os outros dois que apenas o seguiram no mesmo ritmo. Quando pararam, chegaram a uma área perto de lojas e alguns prédios, próximo ao calçadão do centro. Então Ceifeiro parou os dois e encostou na parede do prédio onde se escondiam, olhou pra fora do esconderijo improvisado, W.J. e Faraó fizeram o mesmo, e o que viram não fazia sentido:  uma sombra, escura, se movendo como se fosse feita de um tecido negro feito de noite, não tinha pés, parecia ter braços e um rosto coberto com um capuz profundo e em sua cintura tinha uma coisa brilhante pendurada: uma foice. Ceifeiro olhou aquilo e respirou fundo, e pediu que os outros fizessem o máximo de silencio possível.
- Que diabos é aquilo ali?! – WulfJakal sussurrou
- Uma sombra de Hades... – Ceifeiro respondeu. Wulf sabia alguma coisa muito vaga sobre uma criatura com esse nome, e puxando da memória ele se lembrou do jogo Age of Mythology, onde você podia venerar Hades e quando tinha muito favor divino, era capaz de treinar uma unidade de guerra no templo chamada sombra de Hades. Mas agora, vendo a coisa como sendo real, era difícil de decifrar o quê aquilo significava.
- Cara, sério... Explica pra mim porquê eu to boiando demais. –Faraó disparou, mas em um sussurro fraco. Ceifeiro respirou fundo, olhou de volta, e viu que a tal sombra estava quieta, parada e inerte.
- As sombras de Hades... Meu pai me falou delas, mas evitou dizer muita coisa, não ficou claro, mas aparentemente são soldados de sua guarda pessoal, como se fossem subordinados que apenas ELE pode comandar. O quê são eu não sei dizer, ghuols, fantasmas, demônios... Bom, meu pai me disse que quando um soldado é cruel em demasia no combate, mas com valor e coragem, ou quando uma pessoa é tão cruel e tão sombria e má, ela vai para o tribunal do mundo inferior, e depois de sofrer um castigo, é enviada à Hades e assim ele a transforma numa sombra. Sua função não é clara, mas são quase “quebra-galhos” do meu pai: caçam almas que fogem do mundo inferior...
- Pera! Como assim? Fugir do mundo inferior? – Faraó perguntou
- Sim velho, o mundo inferior não é hermeticamente fechado, e se não me engano, Sisífo já escapou de lá várias vezes... – W.J. respondeu
- Sim, Sisífo é vigiado por algumas sombras de Hades e por uma das fúrias, mas como eu dizia... Caçar fugitivos do mundo inferior, matar alguém que precisa ser morto, resgatar alguém que precisa ser salvo, ou simplesmente transmitir uma mensagem do deus dos mortos pra alguém com quem ele queira conversar, mas não tem como chamar sem assustar.
- Que ironia! Se um deus não consegue arrumar uma forma humana menos assustadora pra conversar com um humano, ele manda um de seus carrascos-caçadores-executores pessoais que são tão assustadores ou até mais do que aquelas crianças em filmes de terror japonês! – W.J. ironizou. Ele gostava de fazer algumas piadas pra quebrar o clima de tensão que comumente se instalava nessas patrulhas: todos os seis eram adolescentes e tinham que lidar com problemas sérios, tinham que executar criminosos sob as sombras da noite, salvar pessoas, evitar assassinatos, e as vezes viam coisas que eram perturbadoras. Ceifeiro deu uma pequena risada: ele não conseguia evitar rir com os comentários idiotas, porém engraçados e fora de hora de seu melhor amigo. Faraó continuou boiando, mas ficou escondido, ele sentiu um calafrio quando percebeu que a sombra começou a se mover.
- Galera, ele ta se mexendo! – Eles logo viram a sombra continuar seu caminho, e com um silencio solene e unânime, eles decidiram segui-la. A sombra tinha um silencio perturbador rodeando-a, e enquanto os rapazes a seguiam conseguiam adivinhar pra onde ela ia: para o bosque. Quando ela parou de se mover, eles viram uma cena chocante: cinco caras estava agarrando um jovem casal, aproximadamente quinze e dezessete anos. O garoto de 17 estava sendo ameaçado de morte por um enquanto os outros quatro estavam arrancando as roupas da pobre garota, que não gritava, afinal, estar sob o fio de uma lamina era um terror sem tamanho. WulfJakal quase uivou de fúria, mas Ceifeiro o calou e apontou: eles três estavam escondidos atrás e uma área muito escura repleta de árvores, e a sombra se moveu pra frente. O que aconteceu a seguir foi algo brutal: a sombra de Hades retirou do cinto as duas foices que carregava, e com movimentos rápidos, ele cortou e degolou os criminosos, que acabaram morrendo afogados no próprio sangue, agonizando de dor. O casal acabou banhado de sangue, eles correram alguns metros com um terror primitivo estampado nos olhos, mas desmaiaram logo em seguida. A sombra, no entanto, ficou quieta, olhando para os vagabundos que ela havia destruído. Esses cinco monstros iriam para os campos de tortura no Tártaro, isso era certo. Faraó quase vomitou, mas se controlou pra não fazer barulho; Ceifeiro suspirou e pensou “meu pai tem soldados muito cruéis, mas afinal... Isso é necessário...”; e WulfJakal acabou fazendo algo que só ele sabia que estava fazendo: sorriu, ele deu um sorriso sombrio, e em seus olhos uma crueldade animalesca estava brilhando. Essa sensação fez a sombra estacar e olhar na direção deles, e WulfJakal não recuou, ele sustentou o olhar que estava escondido por trás do longo e fundo capuz. Então a sombra fez um chiado, e se desfez numa fumaça preta que foi absorvida pelo chão. Eles relaxaram e Ceifeiro disse:
-Vamos, ainda temos mais duas horas e dez minutos de patrulha...
- Vá pro caralho! Olha o que a gente acabou de ver! – Respondeu Faraó um pouco irritado.
- Larga mão de ser frouxo... Vamos, era você quem queria terminar a patrulha e eu não quero ficar atrás nos relatórios de Toth! – WulfJakal respondeu, um pouco irritado.
A noite transcorreu relativamente tranqüila: duas invasões frustradas e os criminosos foram neutralizados. Mas uma coisa era certa: o que WulfJakal fez quando viu aquilo, seria uma memória pra toda a vida.”


O encontro com a sombra de Hades

sábado, 21 de maio de 2016

Texto experimental: Anúbis conversa com Pedro sobre os mundos e o universo

“Anúbis levava Pedro, ao longo do grande e vasto corredor com estátuas, até um enorme mural numa parede. Pedro observa o grande mural: ele parecia extremamente velho, porém, tinha uma aparência muito nova, como se tivesse sido pintado há alguns minutos atrás. Anúbis observa a expressão curiosa e pensativa do filho com um sorriso em seus lábios caninos, e por fim pergunta:
- Percebe como o universo é grande?
- Ahm... isso aí é o universo?
- Ah, bom, eu deveria ter explicado tudo melhor com uma pergunta, então ai vai: você conhece as histórias nórdicas de como o universo é separado?
- Ah, claro, são, tipo... nove mundos separados numa grande árvore, né? A árvore se chama Yggdrasil...
- Sim meu filho... Yggdrasil... nunca ficou muito claro o porquê de uma árvore, tampouco se é um freixo ou teixo, mas isso não importa. Aqui você vê que existem mais do quê apenas nove mundos não é?
- Sim, por que isso?
- Bom, ao que você aprendeu até agora, deveria ter entendido um pouco sobre o mural. Algumas versões sobre os nove mundos nórdicos excluem Svartalfar ou Nidavelir, e incluem Helheim como o reino da deusa Hel. Outras vezes eles relacionam Niflheim como sendo o reino de Hel, e incluem um dos dois mundos dos anões, ou elfos sombrios... enfim. Todos os panteões possuem mundos diferenciados de acordo com o seu lore. Vê aqueles mundos do lado direito na diagonal de baixo?
Anúbis aponta e Pedro vê inscrições em grego, ele lê alguma coisa e logo relaciona.
- São os mundos dos mortos, né? Hades, o mundo inferior, o Tártaro, os Campos Elisios...mas e aquela escuridão ali?
- Érebo... essa seria a parte mais escura do Tártaro, e é lá que Cronos está aprisionado. Érebo era um dos deuses primordiais após a criação do mundo. Junto com Nix, a deusa da noite, Érebo era o deus das trevas, ele era terrível, lutou ao lado dos titãs contra os olimpianos, mas foi derrotado, e seus poderes foram drenados e gu-... esqueça essa parte. Enfim, Érebo foi posto nessa parte do Tártaro e lá ele mantém uma Sombra negra e terrível.
- Muito convidativo.
- Bom, do lado superior direito existe o reino grego dos deuses, o Olimpo, e é lá que...
- Espera! Eu to vendo ali que no centro está escrito Midgard, mas tá escrito Gaia e...
- Geb, eu explico: Midgard é o nome do reino dos humanos, Gaia é o nome da deusa que representa a terra, e Geb, é o DEUS que representa a terra, ele é egípcio. E agora você pode ver que do lado esquerdo inferior do mural, existem as necrópoles de Osíris, e lá eu sou um dos soberanos, eu faço o serviço que fiz durante todos esses anos: julgar almas, e ver se elas são boas ou más... Às vezes isso é decepcionante.
- Bom... Então, supondo quê, no canto inferior esquerdo são as Necrópoles, então no canto superior esquerdo só pode ser Héliopoles né?
- Muito bom! Mas, o nome que se dá à esse lugar é Tuat: o submundo. Existem subseções no submundo, nem eu mesmo sei ou Osíris sabe o quão vasto esse mundo é, e é lá que... Bom, esqueça. Lá em Héliopoles eu possuo templos, e todos os dias novos stm, e Rá costuma saber de tudo o que se passa na cidade.
- Legal, mas existem tantos outros panteões por ai, então por quê eles não tem mundos aqui tabém?
- Isso é difícil, mas funciona assim: muitos textos estão destruídos, foram corrompidos, os cristãos destruíram inúmeros registros sobre as antigas histórias do mundo, clamando que só o que havia sido escrito pelos apóstolos do filho de Urami deveria ser tido como verdade. O panteão finlandês está tão disperso que vai ser longo o período para encontrar todos os deuses finlandeses. No entanto, alguns panteões se mantêm neutros você sabe, e por ainda não terem se decidido à entrar para a Aliança Dourada, seus mundos estão “lacrados” para as viagens entre mundos pelos galhos da Yggdrasil.
- Bom...e o que falta pra que esses caras aceitem de uma vez a se unirem?
- Não é tão fácil... Mas creio que, quando eles verem a coragem dos guerreiros que surgiram e vão surgir, talvez eles mudem de idéia...
Pedro olhou para seu pai. Havia duas semanas desde que tinha descoberto que era filho de um deus, e ainda não podia acreditar nisso. Ele não tinha certeza se estava surpreso com a aparência de Anúbis e dos outros deuses que conhecera ou se estava decepcionado por não serem como eles eram descritos. No entanto, Pedro olhava agora seu pai (era difícil usar a palavra “pai” para um deus que surgiu depois de um ocorrido na escola, depois de ter chamado de pai um humano por todos esses anos), e via nele algo que não esperava ver num deus: tristeza. Anúbis era imortal, e havia vivido anos sem conta desde a criação, havia visto coisas, feito coisas, e Pedro não sabia nem metade de tudo. Anúbis havia dito algo sobre seu trabalho deifico, “... eu faço o serviço que fiz durante todos esses anos: julgar almas, e ver se elas são boas ou más... Às vezes isso é decepcionante.”.
“Decepcionante”. Não era exatamente isso que Pedro esperava saber sobre um trabalho de uma deidade, ele achou que pudesse ser intediante, mas decepcionante? Quais pessoas ele havia visto ao longo dos anos serem julgadas por ele? Pedro não sabia, mas tinha medo de saber. Anúbis suspirou alto e olhou o mural, e Pedro fez o mesmo. Sem perceber, Anúbis olhou para Pedro longamente: seu filho. Pedro seria irmão de Kebechet, mas Pedro era um tipo de semideus, uma “urna” que aprisionava um monstro poderoso, e, além disso, filho dele com uma mulher lobisomem. Que tipo de futuro Pedro teria? Como aprenderia a controlar seus poderes que, na melhor das hipóteses, seriam até maiores que os seus? Anúbis havia recebido uma profecia das parcas, e depois foi tentar confirmar com as nornas, e elas viram que ele teria inúmeras escolhas ao longo da vida perante muitos acontecimentos, e um deles era extremamente sombrio, e a linha de vida que vinha depois desse acontecimento, daria a Anúbis uma escolha, a escolha de presentear seu filho com um poder que poderia corrompê-lo, ou ajudá-lo. Mas o que seria esse acontecimento? Como Pedro reagiria a isso? Anúbis tinha medo, mas tinha que manter o coração firme, e por fim, com um pigarro, ele chamou seu filho.
- Vamos meu filho, você tem que descansar, amanhã tem uma prova na escola e você precisa estudar, sobretudo comer bem para se manter firme para as batalhas que virão.
Pedro estranhou: um deus falando como se fosse um homem normal e o tratando com certo carinho e preocupação? Isso era surreal, mas, afinal de contas, o que seria “normal” pra ele a partir de agora? Pedro correu seguindo Anúbis pelo grande e largo corredor: ele era iluminado pela luz do sol, e era todo branco, preto, cinza e repleto de estátuas de mármore e bronze, e uma delas chamou sua atenção: era uma forma de uma grande besta, parecia um tipo de demônio, tinha asas, chifres longos, pernas de animal com cascos, mas sua aparência era monstruosa: não parecia ter pelos, sequer tinha olhos. Essa estátua arrepiou sua espinha e deu a Pedro uma sensação ruim, que logo passou quando ele olhou para cima, e viu o olhar triste de seu pai Anúbis, mas viu em seus lábios um sorriso sincero e disse:
- Não pense que eu vou me esforçar, eu odeio matemática, mas vou ver o que posso fazer...
- Sei disso meu filho... Sei disso...”

O Grande Mural dos Mundos

Grandes inimigos dos filhos do ouro: Circe, a feiticeira filha de Hecate

 Circe é uma antiga feiticeira grega, às vezes referida como uma deusa, ou como uma simples mortal. Filha de Hecate, deusa grega da magia, Circe possuí profundo conhecimento de magia, venenos, grandes dons mágicos e um temperamento insuportável. Na antiga história A Odisseia, Ulisses entra na ilha de Circe com seus guerreiros e topam com ela. Não sabiam o perigo que corriam. Ulisses mandou vinte e três homens checarem os arredores da ilha, chefiados por Eríloco, e quando estes se aproximaram do palácio, foram cercados por leões, tigres e lobos, não ferozes, mas domesticados pelo poder de Circe. Estes animais eram homens que a feiticeira havia transformado. Quando os homens de Eríloco e ele entraram, ouviram uma música suave, e então, foram recebidos por Circe, que os deu de comer e beber, mas Euríloco recusou tudo, desconfiado. Depois que todos tinha se divertido muito, ela os fez virar porcos, os animais mesmo, mas mantendo a inteligência humana. Eríloco voltou rapidamente e contou sobre o que viu para Ulisses. Decidido, ele se encaminhou ao palácio e foi interpelado por Hermes, que estava a par de suas aventuras, e ao ver que Ulisses não era de desistir, deu a ele uma planta chamada Moli, que iria torná-lo imune aos feitiços da feiticeira. Ulisses foi recebido por Circe, comeu, bebeu, e quando ela tentou fazer o feitiço nele dizendo: “EI! Procura teu chiqueiro e vá espojar-se com teus amigos.” Quando Ulisses ouviu isso, ele sacou sua espada e ameaçou Circe, que, sem poder usar de sua magia, era fraca e inútil. Ela implorou por clemência e Ulisses mandou que ela repetisse um juramento de que nunca mais faria mal nenhum a ele ou a seus homens, ou a qualquer homem. Circe repetiu o juramento que ele disse e por fim instruiu o guerreiro e seus homens a sair de seus mares e chegar a Itaca, não sem antes transformar os companheiros de Ulisses de volta ao normal. No entanto, após milênios de existência em sua solitária ilha, Circe sabia que o herói Ulisses havia morrido, e, portanto, não precisava mais seguir o juramento. Ela se aperfeiçoou durante os anos na arte da magia, e seu ódio aos homens cresceu intensamente, tanto é que, no século vinte e um, se tornou feminista, adotando o nome de “Cindy Autum”, apenas um nome para mascarar sua verdadeira forma. Ela seduz os tolos “homens” partidários do feminismo, e ai, depois de ter feito sexo, ela: ou os seqüestra e os usa em experimentos ou os mata de forma brutal. O porém é que na forma de disfarce ela não usa magia, e os “homens” não se atrevem a revidar qualquer ataque vindo de uma “mulher frágil porém empoderada”. Ela só não contava que, com suas ações, tantos seqüestros, assassinatos, e mais um monte de coisas absurdas, ela foi capaz de chamar a atenção do único homem que para ela, seria um verdadeiro nemesis. E WulfJakal prometeu fazê-la pagar, e muito caro, por todas as vidas que ela tirou.
"homens, são todos iguais..."
"se você é homem, merece morrer, se é mulher e não é feminista, merece morrer"

Grandes inimigos dos filhos do ouro: Lilith, a rainha das succubus, primeira humana de Urami.

Muitas pessoas crêem que, na mitologia cristã, o “único deus” criou um homem, Adão, e que depois, retirou-lhe uma costela e fez uma mulher, Eva. No entanto... Urami tinha muitos planos, e por isso, ao criar seu primeiro humano corrompido em um reino mascarado nas entranhas de Gaia, ele fez também uma humana, do barro. Essa humana era Lilith. Ela era inconstante, imprevisível, e então, maligna. Urami decidiu torná-la em uma criatura mais forte. Algumas fontes divergem que ela virou uma vampira, mas a verdade é que ela se tornou a primeira succubus. Lilith aprendeu muitas coisas com a magia negra, feitiços obscuros, e sua fome pela carne dos homens era sempre muito grande. Durante os milênios que se passaram, ela se alimentou de incontáveis homens, e sua tática mudou de acordo com a situação da época em que ela estava. Hoje em dia ela costuma atacar os homens apenas uma vez, seduzindo durante uma semana em sonhos, e aos domingos, aparece em carne e osso para sua vitima, e no fim, devora ele inteiro. Só que ela não contava que teria um inimigo tão implacável quanto WulfJakal, e ele prometeu que faria ela sofrer, assim como fez tantas pessoas sofrerem.
"ah querido...eu sou melhor que a sua garota ai..."
"é só uma noite que você precisa de mim..."

Deuses proeminentes no universo dourado: Dioniso, o deus grego do vinho e das festas

 Dioniso é o deus grego do vinho, das festas, da insânia, do teatro, dos ritos religiosos, mas, sobretudo, da intoxicação que funde o bebedor com a deidade. Ele foi o último deus a ser aceito no Olimpo, sendo filho de Zeus com a princesa Semele, e sendo assim o único olimpiano filho de um deus com uma mortal, se tornando um deus atípico. Dioniso era representado nas cidades gregas como protetor daqueles que não pertencem à sociedade convencional e, portanto, simboliza tudo o que é caótico,  perigoso e inesperado, tudo que escapa da razão humana e que só pode só pode ser atribuída  à ação imprevisíveis dos deuses. Dioniso teve um nascimento um tanto quanto “diferente”: Zeus teve um caso com Semele sem que Hera soubesse, e do grande amor que o deus sentia pela mortal, ele lhe disse: “Me peça qualquer coisa que queira!”, e Hera, quando descobriu, enganou Semele para que ela pedisse a Zeus que mostrasse sua verdadeira forma divina; ao fazê-lo, Semele morreu de susto, e Zeus pegou o bebê prematuro de seis meses e o criou em sua coxa. O resto da história é longa e desconfortável.  Dioniso costuma ser um deus que, por freqüentar inúmeras festas todo o tempo e o tempo todo, vive entediado, e nunca vê nada de novo, se alguma festa inusitada acontece, ele simplesmente revira os olhos e diz: “já vi isso há alguns milênios atrás...”. Dioniso possuí alguns amigos, seguidores por assim dizer, o mais notório deles era Sileno, seu amigo e professor, o mais velho e sempre o mais bêbado dos amigos de Dioniso. Outros que costumam segui-lo são sátiros, ninfas e centauros. Não se enganem ao achar que a aparência de baixinho gorducho e barbudo de Dioniso é permanente, sendo ele um deus grego, ele pode assumir qualquer aparência, uma delas, a de um jovem alto, bem-feito e belo. Suas roupas costumam ser sempre as melhores para qualquer festa. Entre os dourados, ele tem a função de ensinar aos filhos do ouro como funcionam os rituais religiosos e como eles devem ser feitos, e às vezes ele serve vinho nos banquetes, ao que depois ele transforma em refrigerante porquê, bom... Eles são menores de idade. Dioniso tem mais funções entre os dourados do quê pode se esperar.
"Só existe uma festa se eu estiver nela"
forma "humana"

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Os posts vão voltar ao normal a partir de sábado

Oi pessoal! sou eu Tempestade, Essa semana não teve nenhum post pois o Wulf Jakal não teve acesso ao computador, ele ainda está "trabalhando" no blog. Porém semana que vem no sábado (dia 28), vai ter 4 posts. Espero que entendam e até mais

sábado, 14 de maio de 2016

Deuses proeminentes no universo dourado: Nemesis, a deusa grega da vingança

 Némesis ou Nêmesis é a deusa grega da justiça, vingança e equilíbrio. Muitas histórias contam sobre sua ascendência. Sua aparência geralmente é vista como uma mulher alada, muito bela, tão bela quanto à própria Afrodite. Zeus uma vez teve um desejo de possuí-la; Nêmesis se transformou numa gansa, e Zeus num cisne, e assim conseguiu o que queria. Mais tarde, do ovo que foi posto dessa união nasceu Helena de Esparta.  Nêmesis possui um senso de justiça, equilíbrio de poder, e isso a torna famosa. Apesar de sua origem trevosa, ela vivia no Olimpo. Nêmesis representa a força encarregada de abater toda a desmesura (húbris), uma frase que explica a responsabilidade de Nêmesis sobre o espírito helênico:
Tudo que se eleva acima da sua condição, tanto no bem quanto no mal, expõe-se a represálias dos deuses. Tende, com efeito, a subverter a ordem do mundo, a pôr em perigo o equilíbrio universal e, por isso, tem de ser castigado, se pretende que o universo se mantenha como é.”. Essa frase é basicamente a descrição do poder da justiça de Nêmesis, conhecida também como deusa da vingança. Ela sempre se mantém calma, tranqüila, porém ela é implacável em sua fúria, quando é instigada a fazer a justiça que é necessária. De expressão serena, porém, ela sente e vê o tempo todo em sua mente pessoas ao redor do mundo todo cometendo atos de vingança; seus motivos, suas razões, a história por trás da vingança, e ela decide quem deve prosseguir e quem deve ser impedido. Ela age como uma mediadora, e durante o crescimento do herói WulfJakal, ela assiste a tudo com muito interesse, mas vai chegar uma hora, em que ela devera confrontar o herói e decidir se ele deve prosseguir com seus deveres de herói.  Em sua forma física, ela é uma mulher alta, de cabelos cor de roxo escuro, olhos de um roxo mais claro, pele branca e corpo curvilíneo. Em sua forma humana ela usa roupas escuras, quase góticas, e passa desapercebida na multidão, apesar de seus cabelos, ela esconde os olhos com um par de óculos escuros, mesmo de noite.
"Não sou como Radamantes, Eaco ou Minos, eu sou
Juiz, Juri e executor."
"forma humana"

sábado, 7 de maio de 2016

Aracne, mãe das aranhas

"Hora meu querido, eu não conversaria com você se você não merecesse..."

"Você deve dar um bom suco..."
Aracne é uma criatura grega, sua história é complicada, mas vamos a ela: no passado, Aracne era uma jovem tecelã, tão habilidosa que todos à sua volta paravam e a olhavam trabalhar. Porém tal admiração a deu arrogância, e ela se comparou a deusa Atena, e logo, a noticia chegou a ela e a mesma foi tirar satisfação, numa competição de tecelagem. Atena estava prestes a ganhar, quando Aracne se desesperou e fugiu, no fim das contas, se enforcando. Atena a encontrou e a transformou numa aranha (daí “aracnofobia”), e seus descendentes seriam aranhas. Não se sabe o que aconteceu com ela depois disso, se algum herói a derrotou, e outras versões da mesma história existem, mas o fato é... Aracne está viva, adotou um estilo “Morticia” com “Elvira a rainha das trevas”, e seduz homens a ter relações com ela, e no fim, quando tem seus vários filhos, ela mata o coitado e dá de alimento aos filhos e filhas. Sua forma física apenas os presentes no dia da competição e Atena conheciam/conhecem, hoje em dia, ela é uma mulher alta, pernas longas, corpo pequeno e seios fartos; com uma cabeleira volumosa de anos 90, em suas roupas pretas justas e ironicamente usando o símbolo da viúva negra, ela anda por ai, proliferando, devorando carne humana e causando terror nas noites.

Pequena (não tão pequena assim) lista de raças do universo dourado parte 4/final

Acho que finalmente consegui reunir todas as raças:

Leprechauns – originários da Irlanda, os leprechauns são os típicos duendes do pote de ouro no fim do arco-íris. Avarentos, mas muito educados (não se aplicam a todos a mesma educação), possuem códigos de honra quanto ao seu ouro e possuem grande magia.

Ogros – comumente confundidos com os orcs, os ogros são diferentes por serem mais altos e nunca muito musculosos, e sim gordos, alguns tendo chifres ou até tendo duas cabeças. São brutos, assassinos e geralmente quando não estão matando animais e os comendo crus ou em um ensopado, estão dormindo.


Weredog – notavelmente, essa raça em muito se distingue dos lobisomens. Primeiro: são cães, os mais comuns os cães de caça. Segundo: são escassos e muito ariscos. Terceiro: não possuem metade da força de um lobisomem puro sangue. Ao contrário de todas as raças “were”, os weredogs surgiram mais tarde, são uma raça muito jovem, e não aprenderam com perfeição a língua primal.


Demônios – provavelmente são derivados, mas sim, eles existem e não se dão com os anjos, mas servem à Urami no Abismo. Depravados, cruéis, defensores de coisas absurdas e nojentas, em suma, tudo o que Urami quer que ocorra ao mundo eles irão fazer, e no fim ele irá pagar de “bom Deus”.

Trolls da floresta – diferentes dos trolls normais, que são grandes, brutos, poderosos e agressivos no combate, os trolls da floresta apostam na magia negra, combates as escuras, mas possuem grande força física se necessário, ou até habilidades de shapeshift.

Lemurianos – pouco se sabe dessa raça, assim como os homúnculos e os autômatos, são extremamente parecidos com os humanos, mas seu diferencial é que são hermafroditas. Não se sabe ao certo quem são o quê são o quê querem e como vão fazê-lo para consegui-lo...

Gigantes da montanha – raça ligada aos Jotuns, no entanto, os gigantes da montanha são criaturas pacificas. Em imagens costumeiras, são vistos como sendo grandes esculturas vivas de rocha pura, sendo apelidados de “colossos”.

Druidas – outra vez, não uma raça, mas sim uma classe. Muito poderosos em feitiços e magias celtas, podem mudar de forma para animais (comumente corvos, em honra à Morrigan, deusa celta da guerra, ou mesmo ursos).


Valquírias – as filhas de Odin, antes eram apenas nove e depois vieram a se tornar uma irmandade de guerreiras poderosas. Não são deusas, nem são semideusas, são uma classe espiritual de guerreiras que possuem o papel de carregar as almas dos guerreiros mais valorosos caídos em combate e levá-los ou para Valhalla ou para Folkvangr.


Acho que essas são todas as raças possíveis existe
ntes no un
iverso dourado :3